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Mostrando postagens de abril, 2016

Metamorfose Amorosa e Gastronomia

As vezes me pego pensando no fiasco das  minhas últimas relações amorosos. E a pergunta mais vigente, insistente, insuportávelmente feita é sempre a mesma. Existe afinal vida após AMOR? Para os de coração quebrado, vai a resposta - Existe!! Evidente, sejamos otimistas, já que o Brasil está em crise. A vida é cíclica, circular, orgânica e claro, sempre, sem lógica. Qual seria a graça em tudo ser como planejamos. O consolo é que a vida também é fluída, ou seja tem o poder milagroso de desmanchar-se e recompor. Recompor, voltar a ter cor, novos sons, novas cores, pessoas e sabores. Vamos combinar que Raul Seixas tinha razão em querer ser uma metamorfose ambulante. Doce todo dia e a toda hora enjoa. Viva a acidez dos dilemas, as amarguras das tristezas (temporárias) e o frescor da fruta chamada alegria, essa você pode saborear com gosto e prazer. Uma taça de vinho, garçom por favor! Ahh tem molho de pimenta da casa? Se tiver, pode trazer. Cardápio quase completo para uma receita de vid...

Porque adoecemos?

Antes de tentar responder a pergunta “Porque Adoecemos”, resolvi fazer uma brincadeira. Fiz a meus filhos, a mesma pergunta, todos responderam e ainda chamaram amigos para palpitar, jovens entre 18 e 25 anos de áreas diversas e todos participaram. O surpreendente não foram as respostas, as respostas pareciam atender a algo próprio de suas historias, a suas concepções individuais de saúde e ou doença. A simples resposta do que é uma doença e do porque adoecemos já trazia de uma forma rudimentar e talvez precária, uma biografia, uma historia que fazia o conceito de doença e saúde estar muito mais relacionado com o que cada um vivencia como tal, do que um conceito pragmático que poderia estar escrito em algum bom livro. Logo, tenho um problema. De forma pragmática, saúde é o conjunto resultante de um bem estar físico mental e social, logo, estaria doente quem não preenchesse qualquer um destes quesitos. A doença surgiria, por fatores ambientais, sociais, psíquicos que rompessem uma percep...

A arte de ser suave.

Eu pensando em algum tema para essa semana. Então, subitamente lembrei da forma como eu tenho encarado a vida. Foi fácil surgir na mente a palavra suavidade. A Dona Arielli, tem exercido muito a suavidade, do latim tener, agradável e até algumas traduções se referem a " tranquilo". Hoje foi a vez de testar toda suavidade após ser fechada por um senhor de idade avançada e provavelmente com considerável ausência de saúde ocular. Quase batemos de frente o que seria trágico e ainda teríamos colisão com vítimas, porque nessas horas sempre tem um ciclista, Santos é assim, as pessoas amam bicicletas, mas não sabem ao certo onde devem circular com as mesmas. O calor de 33 graus com sensação de 50 C não me abalou. Meti o pé no freio de forma brutal, o ciclista agradeceu. O senhor de avançada idade nem percebeu a gravidade do ocorrido. Ah, claro!! Ele tem exercido ha muito mais tempo  do que eu, a arte doce da suavidade. Eu ri, de nervoso, óbvio. Porque poderia ser pior, ele sorriu ach...

Chá, cozinha e ideias.

Depois de ir a um chá de cozinha de uma amiga de infância, voltei reflexiva. Vários eram os motivos para tal: a reunião das luluzetes foi no antigo prédio onde passei minha infância. Pura nostalgia. O cheiro do prédio, as cores, as lembranças me invadiram tanto, a ponto de me levar as lágrimas. Olha que chorar por recordar lembranças de infância é raro ultimamente. Tenho chorado por outros motivos, como a diferença social no Brasil e nossa política,  cada vez mais bosta. Segue o jogo, ou melhor a festinha. Danças, risadas, piadas, vinhos e muitos diálogos sobre casamentos, relacionamentos, filhos, afinal os chá de cozinha servem para isso. Por um momento fui abduzida, levada longe, talvez para a Ilha de Lost. Não sei mais conversar sobre esses temas, mas adoro dar palpites, conselhos e quase palestras sobre a arte de sobreviver a matrimônios. De repente volta a velha pergunta filosófica - " o que é felicidade?". Por sorte deu a hora de ir embora, minha carona me chama apressa...