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Mostrando postagens de setembro, 2016

Conselho do amigo Fernando

Arielli, Sobre afinidades.... A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. E o mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido. Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Se cuida minha eterna amiga, Fernando.

Existência e morte

Hoje escrevo com um olhar dividido entre a existência e a morte de todo aquele que vive. A natureza rica de existir, as realizações contidas na fração vida, coisas que cabem em si e outras tantas que deixamos de contar por absoluta falta de tempo em realizá-las. Sigo aprendendo sobre o ciclo sagrado de existir, sabendo que talvez amanhã não exista mais, meu fluxo de vida é intenso, movimentado, fluido e dinâmico, há quem diga que as oscilações emocionais podem matar, prefiro então a condenação da morte súbita a uma vida sem contrastes. A tela da vida deve ter todos os tons, paisagens e por que não miragens? Escrevo versos soltos e poemas de amor em guardanapos e em portas de banheiros,sim!! portas de banheiros, porque ainda existe uma adolescente morando aqui dentro e o pior ou melhor de tudo, ela é danada de boa na escrita! As vezes até faz rimas. Entre uma e outra linha, a existência encontra um corpo dançando em qualquer som sob qualquer lua e exatamente nessa hora que penso que vid...