O bom de ver o ano acabar é ao menos para mim, ter aquela sensação de despedir-se, sabendo que em breve encontrará novamente, aplico essa técnica com pessoas que amo, mas especialmente com a vida, talvez seja pura psicológia para manter meu estado nostálgico em equilíbrio. Gosto de pensar em despedidas como um até logo, ali na esquina de qualquer outro lugar nos veremos, o fim de 2017 está sendo assim, exatamente assim, cheio de esquinas e despedidas. Estou me despedindo de algumas outras coisas e pessoas para sempre, se é possível, ao menos nas minhas promessas de fim de ano, e todo ano, renovo listas de desejos, promessas e planejamentos, acho que as faço só para ter a sensação de que sou regrada e organizada, porque na prática, cumpro muito pouco do que escrevo. Ainda sou apaixonada pelo improviso, pelo imprevisível da vida, conservo uma visão já bem míope e menos romântica do cotidiano e insisto em viver um dia por vez sem tanta neurose. Repensar o ano é dar uma chan...
Ítalo brasileira, mãe, escritora e jornalista. Dona de uma escrita rápida, sem rodeios e com uma sagacidade singular. Aos 18 anos iniciou sua carreira como radialista na Jovem Pan, momento esse marcado definitivamente pela paixão a comunicação, onde ela trafega com facilidade e muita originalidade. Ancora de telejornal e apresentadora de Talk Show, Arielli Margiotta conta com um histórico no meio de comunicação de muito sucesso e personalidade.