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Mostrando postagens de dezembro, 2017

Até logo

O bom de ver  o ano acabar é ao menos para mim, ter aquela sensação de despedir-se, sabendo que em breve encontrará novamente, aplico essa técnica com pessoas que amo, mas especialmente com a vida, talvez seja pura psicológia para manter meu estado nostálgico em equilíbrio. Gosto de pensar em despedidas como um até logo, ali na esquina de qualquer outro lugar nos veremos, o fim de 2017 está sendo assim, exatamente assim, cheio de esquinas e despedidas. Estou me despedindo de algumas outras coisas e pessoas para sempre, se é possível, ao menos nas minhas promessas de fim de ano, e todo ano, renovo listas  de desejos, promessas e planejamentos, acho que as faço só para ter a sensação de que sou regrada e organizada, porque na prática, cumpro muito pouco do que escrevo. Ainda sou apaixonada pelo improviso, pelo imprevisível da vida, conservo uma visão já bem míope e menos romântica do cotidiano e insisto em viver um dia por vez sem tanta neurose. Repensar o ano é dar uma chan...

Joguinhos de sedução

Hoje a caixa foi aberta por ela, Renata Fiore, advogada, professora universitária e coach. Passou a época que jogos de sedução existiam como por exemplo: não vou ligar na segunda, vou esperar alguns dias... época boa do frio na barriga, das trocas de olhares e da espera por aquela ligação. Agora o que existe é um completo desinteresse. Esta geração que vivemos me assusta! É espantoso a frieza e superficialidade como algumas pessoas se relacionam. Sentimentos rasos, o mais virou menos! Não podemos generalizar todos os relacionamentos, mas é frustrante como o desinteresse toma conta da humanidade. Há desesperança de pessoas dispostas e a individualidade vem sendo confundida com uma liberdade irrestrita. A preocupação com o sentimento alheio virou exceção; à procura de quantidade, relacionamentos duradouros vem se extinguindo e abre-se espaço para a intolerância. O fato é que não há mais reciprocidade, cuidado, respeito, construção, parceria... tudo deixa de ter importân...

Sagrada Ciranda da Vida

Vamos cirandar? e o que é ciranda para você? Provavelmente de origem português crianças conhecem como cirandinha. Ciranda também aplica-se para adulto no Nordeste brasileiro, roda de dança ou modo de rodar na vida mesmo, hora só, hora em companhia. Eu giro na roda vida com a desenvoltura de uma menina ainda tímida e cheia de complexidades, porque a vida nos reserva surpresas incríveis, entre elas alguém que sutilmente não desistiu de mim, e por certo resolveu entrar na roda comigo, Sandra Bezerra, mulher de capacidade intelectual absurda, terapeuta Jungiana, mestra em psicologia comportamental feminina e sua lista de formação é tão rica e extensa que não caberia aqui. Ela é minha guru pessoal, uma guia, aquele tipo raro de pessoa farol- que ilumina perto e longe. Ela não sabe, saberá por certo agora, por esse texto, ela também é mineradora, sabe extrair pedras brutas e lapida-las. E por fim é jardineira e florista, ela soube delimitar meu jardim pessoal com paciência que só quem conh...