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Até logo

O bom de ver  o ano acabar é ao menos para mim, ter aquela sensação de despedir-se, sabendo que em breve encontrará novamente, aplico essa técnica com pessoas que amo, mas especialmente com a vida, talvez seja pura psicológia para manter meu estado nostálgico em equilíbrio.
Gosto de pensar em despedidas como um até logo, ali na esquina de qualquer outro lugar nos veremos, o fim de 2017 está sendo assim, exatamente assim, cheio de esquinas e despedidas.
Estou me despedindo de algumas outras coisas e pessoas para sempre, se é possível, ao menos nas minhas promessas de fim de ano, e todo ano, renovo listas  de desejos, promessas e planejamentos, acho que as faço só para ter a sensação de que sou regrada e organizada, porque na prática, cumpro muito pouco do que escrevo.
Ainda sou apaixonada pelo improviso, pelo imprevisível da vida, conservo uma visão já bem míope e menos romântica do cotidiano e insisto em viver um dia por vez sem tanta neurose.
Repensar o ano é dar uma chance a si mesmo, então repenso e não é que acabo até me perdoando por tantos erros cometidos, afinal o que seria da vida sem erros? Listo atentamente os erros e acertos, tento fazer um cálculo, sou péssima em estatísticas, sempre fui, então deixo assim, decreto por mim mesma uma nova temporada de novas emoções, novos sentimentos e inúmeras possibilidades.
Deixo lavrado em cartório, desses imaginários que tenho total e plenos poderes de fazer esse novo ano aquilo que me for conveniente, sem medos, mágoas ou regras.
Permito-me cantar no chuveiro, andar na chuva, conversar por horas com amigos, abraçar meus filhos, fazer carinho nos meus cachorros, não ter hora e nem dia marcado para ser feliz e mais, permito-me também rir alto, sem receio de ser brega.
Ahh 2018 venha logo, estou já na esquina a sua espera.

Beijos esperançosos e cheio de alegria

Arielli




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