Já fez um ano que o país todo noticiava a morte violenta da vereadora carioca, Marielle, um nome que tirando uma letra e alterando uma vogal, fica quase como o meu. Minha dor foi igual a tantas notícias de morte e violência, eu choro de pensar que o meu Brasil sofre com tantos desencontros de classes e intolerâncias. A violência que mata ou só silencia, são doenças traiçoeiras, duras e incuráveis, mas quantas são as Marielles por ai? Nesse exato momento em que escrevo muitas, Joanas, Marias, Anas, Josés, Joãos, Marcios, sofrem violência de qualquer tipo ou estão morrendo, porque a dinâmica da sociedade infelizmente é similar a uma Guerra Mundial, na real mesmo, aqui é a própria Faixa de Gaza e pouco importa se você é mulher, negra, branca, homem, gay, índio ou japonês ou criança, nossa matéria pode até ser feita de sonhos, como diz o poeta, mas é frágil, todos somos humanos. Vida e morte nos encontram diariamente, médicos legistas assinam todos os dias certidões de Óbitos, e...
Ítalo brasileira, mãe, escritora e jornalista. Dona de uma escrita rápida, sem rodeios e com uma sagacidade singular. Aos 18 anos iniciou sua carreira como radialista na Jovem Pan, momento esse marcado definitivamente pela paixão a comunicação, onde ela trafega com facilidade e muita originalidade. Ancora de telejornal e apresentadora de Talk Show, Arielli Margiotta conta com um histórico no meio de comunicação de muito sucesso e personalidade.