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Mostrando postagens de agosto, 2016

Sem-vergonhismo literário.

Sobre as rodas de discussões literárias que tenho participado, chego à conclusão que uma vida de leitura e dedicação será pouco para a imensidão de palavras que jorram da minha mente e correm meus dedos, buscando no teclando do computador seu melhor encaixe. Quem ama escrever crônicas sabe exatamente, o que é essa sensação é quem ama escrever de si mesmo, obviamente sabe mais ainda.  Aquele que escreve, liberta a alma da lama de ser linear, constante e morno, quem melhor lê, tem consigo a capacidade de transpor rios, mares e afluentes. Não se nasce escritor, roterista ou cronista, desnuda -se, sem pudores, sem medos ou receios, revela-se. Infelizmente o Brasil está longe de ser um país onde as pessoas leem no ponto de ônibus ou esperando metro. Complexo explicar essa cultura onde quem lê é a burguesia de direita, mesmo porque isso um dia foi real. Sigo apostando na máxima de Francis Bacon " conhecimento é poder", sigo na inocência infantil de apostar num país mais justo, dign...

Dezesseis completos e quase dezenove

Pouco ou quase nunca escrevo dos meus filhos, eles são discretos, tímidos como qualquer adolescente, aliás que fase! Poderíamos todos, nascer e pular da infância para a maduridade? Que maravilha seria..... Fixo meu olhar nele, o caçula já com dezesseis anos, completados mês passado. Ele fala com propriedade de qualquer assunto, é gentil, educado, rápido nas ideias e tem um jeito debochado mais delicioso que eu já vi na vida. Ele sabe sorrir e me hipnotizar quando solta uma gargalhada.  Sobre o número dezenove, sim!!! Meu filho mais velho fará 19 anos, agora dia 5 de setembro, será que estou velha? Ele é desafiador, eu amo um desafio!!  Sobre ele um universo se abre, ele busca    as verdades dele, sempre verdades absolutas, nessa idade também tinha as minhas, eu era insuportável.  Ele gesticula com a mesma rigidez que leva a vida, mas é incrível a sensibilidade que existe naquele rapaz barbudo que ontem dividiu a mesa de jantar comigo. Ele tem no olhar um charme ...

Pedaços de Deus.

Não poderia esperar domingo para escrever de você, seu dia é todo dia Pai!! Tenho dias engraçados pensando nas nossas piadas, a risada vem na hora, não faço qualquer esforço. Você está no ranking de pessoas que eu conheci que mais sabe apelidar e dar nomes a coisas e pessoas. Ahh pai, hoje mesmo veio aqui na minha cabeça aquela sensação estranha de que você estava aqui, vivo e saindo para trabalhar. E quem pode dizer que não estava? Cheguei a ouvir sua voz, a sentir seu perfume, confesso feito menina de 5 anos que minha vontade era correr para ver onde é mesmo o lugar que você se esconde. A consciência me lembra dos meus 36 anos e seis deles sem você, fisicamente claro...porque não há definições ou espaços para quem se ama de verdade. Pai, eu tento enxergar um pouco de você em cada pessoa bacana que conheço, e não é que tem dado certo!? Faço isso com músicas, lugares e comidas! Tenho a impressão de estarmos compartilhando tudo, como sempre foi. Hoje escrevo essa crônica n...