Pular para o conteúdo principal

124 motivos para escrever

 Graças a terapia e a pergunta ecoante da minha psicologa Sandra, hoje escrevo sob a regência enérgica numero 124.
O numero de 3 dígitos representa  aqui a quantidade de cronicas que residem alegremente ou não por aqui, afinal nem todos os textos são felizes, nem todos são esperançosos e certamente nem todos iguais e muito menos fáceis de ler.
Aqui eu já escrevi  sobre quase tudo... de dores da alma, de cabeça e de cotovelo, escrevi sobre maternidade, culinária, família, empregos, viagens, vazios, noias  e  amores, esse ultimo eu ainda escrevo ao som de Gil...(pra não perder o costume ).

Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há
De haver mais compaixão....
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão!

Escuto essa musica no auge dos meus 40 anos querendo ser o Drão do Gil, querendo ser a Julia Robert de Pretty Woman e de quebra no caso de sobrar um bônus, to aceitando ser a Gaga em Quando Nasce uma Estrela, ando querendo ser muitas, né? 
No corpo não sobra muito espaço para tantas mulheres, mas no inconsciente da imaginação trabalho com todas elas, afinal, o que seria de nos mulheres sem nossa imaginação? 
Somos um gênero fértil,  completamente maluco e neurótico....quem se ofendeu com essa parte, por favor procure um terapeuta, as vezes um amigo para nos situar no mundo também ajuda,  porem, não resolve,  um profissional especializado é mais recomendável, pode confiar.
A inspiração da minha escrita nasce quando eu já não consigo mais verbalizar para o mundo minhas paranoias,  que cá entre nos, são bem maiores que meu numero de textos.... então bora!!  é pra cima enquanto houver alem, pra sempre enquanto houver quem e pra lá enquanto houver trem.
 Amigos próximos conseguem afirmar que eu escrevo melhor quando melancólica, o que me faz acreditar que posso um dia chegar perto do tipo insuperável Bukowski, e é ai que a realidade me traz para a insignificância de ser só alguém comum na multidão entediada.
Talvez você tenha 2 ou 3 textos, talvez tenha publicado livros, não sei, só sei que botar a cabeça para torrar e os dedos para digitar, pode ser mais libertador  do que ter vacina em dia,  que sair na rua hoje com álcool gel nas mãos e mascara na cara.
Quem ai esta com medo da pandemia?
Pode apostar que você já sobreviveu a coisas muito maiores e mais bizarras, já pensou em escrever?
Conta vai, to curiosa.....


Beijos sem Covid, 

Arielli




Comentários

  1. Olá minha querida, adorei seu texto, adoro seus textos e me identifico muito com eles, você é uma pessoa incrível que conheci e que quero um dia poder disser isso pessoalmente, também escrevo, desde meus 15 anos e hoje tenho um grande material de poesias, sim , transformei todos os meus momentos em poesia e se fosse pra fazer uma biografia seria com poesia, adoro você e nunca perca tua essência. Beijo e saudades sempre do Tuma

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Você esta no Ar......

Escrevo a ultima crônica do ano 2018,  afinal em 4 dias encerramos mais um tempo. Aquela sensação de - pode encerrar a conta, já esta na minha boca, manja? Aquele grito de acabou, pode fechar já ecoa aqui onde estou. Se é bom? Não sei, acho que é. Encerro esse ano feliz, confiante, agradecida por tantos bons encontros, grata pelos muitos trabalhos que fiz, alegre por  cada nova amizade, animada com o futuro, cansada com o coração que vive as voltas com paixões erradas, triste pela perda de algumas pessoas, decepcionada com alguns amigos, ou seja um balanço bem realista, porque a vida não pode ser perfeita, caso fosse, seria um saco.  E  olha que eu um dia já pensei que vida boa é vida calma,  tipo comercial de margarina, que ilusão a minha. A vida boa é feita de  maré alta, turbilhão, loucura, desatino e confusão, e o mesmo segue na logica do ano. O ano bom  é  aquele que você termina sem saber como foi que começou, qua...

Esqueceram de nos contar.

E por que é mesmo que não nos contaram tudo sobre as sutilezas da vida? Contar é diferente de falar, contar no contexto   é  ensinar com exemplos vividos o que é  avesso aos discursos moralistas e bregas que estão por ai nos rondando. Por que sera que não nos avisaram que a cada dia que se vive é mais um próximo de morrer. Por que sera que não explicaram que amar alguém é o mesmo que servir de casa para o outro habitar, mesmo que  sem dia  certo para partir, se é que isso ocorre em tese,  porque eu  desconfio que alguns moram para sempre na forma de lembranças e saudades. Por que será que ninguém contou que para cada sorriso contagiante haverá  muitas lagrimas de profunda tristeza, decepções e vazio,  afinal só sabe-se feliz quem já saboreou a amarga infelicidade e não precisa busca-la, ela vira ao seu encontro, como um predador faminto e voraz. Por que será que ninguém explicou que não ha plenitude, ninguém é capaz de ser pleno......