Tem sábados, assim como esse, hoje, que a sala de casa fica invadida de poesia, luz natural, cinzeiros e Fernando Pessoa.
"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão
Esse comboio de corda

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