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Mostrando postagens de julho, 2016

Remanso

Escrevendo hoje, em plena segunda sobre a essência da palavra remanso. Considerando minha vida um mar de inquietações, acho que estou vivendo um remanso, exatamente esse substantivo  masculino: considerando ser água de mar ou rio, recorte de curvo ou pequena enseada tranquila, cessação de movimentos, período de quietação, descanso, sossego. Assim me julgo, sem tanta pressa, entendendo que o tempo é nosso aliado e não inimigo, fazendo as pazes com passado e ficando íntima com o presente, logo eu que sempre vivi no futuro, hoje respeito sua chegada, sem maiores sofrimentos. Sobre ansiedade? Eu ainda a tenho comigo, como tatuagem grudada ao corpo. Com o tempo nos acustumamos a ela, e pasme, ela tem seu charme, às vezes paro para admira-la. Aqui toca Djavan, música "Vive", a canção parece vir ao encontro a qualquer conselho que precisava ouvir hoje. Ahhh sábio Djavan!! Vivo encantadíssima pelas suas canções. Poucos conhecem as sutilezas da alma como você, parabéns dócil cantor. L...

A melhor vida, que não acabe nunca!

 Hoje, domingo dia 10 de julho, eu escrevo sob um banco qualquer do parque Burle Marx, com sol, quase duas da tarde. O parque é a praia dos paulistanos, eu sigo me adaptando. Confesso ter um encantamento misterioso sobre esse lugar, por esse motivo, a inspiração em escrever. Aqui a vida parece melhor, mais colorida, com menos barulho, com mais contemplação. Tenho a vaga ideia que as vezes Deus se esconde aqui, e só quem tem muita sensibilidade e inocência consegue acha -lo e pode até toca -lo. Um filme com trilha sonora e tudo passa pela minha cabeça, descobro amar filmes, mesmo atualmente não tento saco nem tempo para eles. Em menos de 20 minutos, descubro que sou adulta, sozinha e completamente autônoma. Sinto medo e muita alegria. Comecei a gargalhar sozinha e uma senhora que dividia o banco comigo, se assustou, levantou e foi embora. Adorei o banco ficou só para mim, vejo que entre meus defeitos, tenho uma leve dose de egoísmo latente. Continuo olhando pra frente. E muita vida,...

Nessario Despertencimento de si

Não ha nada pior que sentir - se não pertencedora de si. Chega a ser assustador, porem libertador. Na voz que não reconhece mais ser sua, na palavra que antes era habitual e agora soa estranha. A roupa que antes parecia combinar tão bem, hoje não cabe mais. As cores vão ficando menos vivas e talvez até desbodadas.  A leve sensação de não ser mais como antes, a esquisita transformação necessária, sempre necessária e ha quem não mude, por medo, impaciência, acomodação ou com a desculpa da idade não ser a mais adequada. A Santa mudança necessária,aquela que tira de nos o chão, mas nos devolve um pedaço do céu e nos faz ficar mais próximos dos astros, da Lua e do Sol. Olhar para o espelho e ver-se outra ou  outro, uma nova versão atualizada, revisada ou não, tradicional ou não, careta ou não, revolucionaria ou não, mais bonita ou não. Sofrer a ação do tempo e da mudança, coisa de gente grande, e ontem mesmo aprendi que é necessário sentir dor, onde há dor não há doença, ao me...