Escrevendo hoje, em plena segunda sobre a essência da palavra remanso.
Considerando minha vida um mar de inquietações, acho que estou vivendo um remanso, exatamente esse substantivo masculino: considerando ser água de mar ou rio, recorte de curvo ou pequena enseada tranquila, cessação de movimentos, período de quietação, descanso, sossego.
Assim me julgo, sem tanta pressa, entendendo que o tempo é nosso aliado e não inimigo, fazendo as pazes com passado e ficando íntima com o presente, logo eu que sempre vivi no futuro, hoje respeito sua chegada, sem maiores sofrimentos. Sobre ansiedade? Eu ainda a tenho comigo, como tatuagem grudada ao corpo. Com o tempo nos acustumamos a ela, e pasme, ela tem seu charme, às vezes paro para admira-la.
Aqui toca Djavan, música "Vive", a canção parece vir ao encontro a qualquer conselho que precisava ouvir hoje. Ahhh sábio Djavan!! Vivo encantadíssima pelas suas canções.
Poucos conhecem as sutilezas da alma como você, parabéns dócil cantor.
Livros espalhadas pela sala, ideias brotando,minha cadela Mallu latindo muito, descobrindo a nova casa, irrequieta, explosiva,impaciente, ansiosa, exatamente como eu há meses atrás.
Temos muito dos animais em nós .
Me vejo nela! Que insuportável.
Aceito, sei que isso representa medo.
Os animais ladram por medo, não por coragem.
Sempre gritei por medo, jamais por coragem.
Meu tom de voz tem mudado, assim como meu cabelo, pele e corpo.
Tenho aceitado o dom do remanso.
Tenho ajeitado a vida, como um armário, com suas gavetas, cabides e espaço para maleiro.
Será que isso significa maturidade?
Se for, até que não é tão ruim assim para alguém como eu,
que sempre fui do 0 ao 10 em 8 segundos.
Seguindo o jogo, ou melhor, o barco!!
Águas tranquilas, remo leve, marinheiro em paz.
Arielli
@ariellimargiotta
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