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Nessario Despertencimento de si

Não ha nada pior que sentir - se não pertencedora de si. Chega a ser assustador, porem libertador.
Na voz que não reconhece mais ser sua, na palavra que antes era habitual e agora soa estranha.
A roupa que antes parecia combinar tão bem, hoje não cabe mais. As cores vão ficando menos vivas e talvez até desbodadas.  A leve sensação de não ser mais como antes, a esquisita transformação necessária, sempre necessária e ha quem não mude, por medo, impaciência, acomodação ou com a desculpa da idade não ser a mais adequada.
A Santa mudança necessária,aquela que tira de nos o chão, mas nos devolve um pedaço do céu e nos faz ficar mais próximos dos astros, da Lua e do Sol.
Olhar para o espelho e ver-se outra ou  outro, uma nova versão atualizada, revisada ou não, tradicional ou não, careta ou não, revolucionaria ou não, mais bonita ou não.
Sofrer a ação do tempo e da mudança, coisa de gente grande, e ontem mesmo aprendi que é necessário sentir dor, onde há dor não há doença, ao menos as não anunciadas.
Escrevo esse texto corrido, na metade do meu dia, que será intenso,imprevisível e com muita sorte, e com essa tenho contado todo dia, já que ando avessa as praticas religiosas, alias deveria volta -las, essas tranquilizam a mente, o corpo e coração.
Vou caminhando, com certa ansiedade, certa não, muita ansiedade!! pelo dia de amanhã
Recorre então ao  romântico poeta português  Antonio Machado :


Caminhante, são teus passos

 O caminho e nada mais;
Caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar se faz caminho,
e ao voltar a vista atrás
se vê a senda que nunca
se voltará a pisar.
Caminhante, não há caminho,
mas sulcos de escuma ao mar.

Arielli
@ariellimargiotta


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