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Um bistrô e algumas reflexões

Hoje, sexta feira, sentada num simpático bistrô tipo parisiense, vem na memória Paris, uma das cidades mais linda que já conheci na vida e com as lembranças dos dias lá, faço um análise do ser humano, sempre rico em detalhes.
Em Paris é comum sentar-se só em bistrôs e pedir cafés, vinhos e com eles infinitos cigarros giram os cinzeiros, sempre estratégicamentes sob as mesas.Aqui em São Paulo, tarefa difícil, as leis nem sempre compreendem a carência dos fumantes, logo me reservo a área indicada, entre o cigarro e o capuccino, feito razoavelmente bem pelo barista, eu elaboro ideias, observo a mesa ao lado, onde duas amigas bebem drinks esquisitos e até bonito esteticamente.
Penso sobre amizade, vida, tédio e encerramento do ano de 2016.
Não pude evitar ouvir as "amigas" da mesa vizinha transcorrerem sobre a vida, cada qual falava no prazer em beber as cinco da tarde, ambas ao que tudo indica estavam já desfrutando as férias merecidas, o fim do ciclo do trabalho de um ano, suas conquistas, suas projeções e sobre tédio.
Acho que minha atitude estática com o cigarro queimando, significava reverência, afinal ter orgulho e comemorar a trajetória da vida é imprecindivel, mesmo com tédio.
Minha cabeça alcança de alguma forma minhas amigas e o desejo incontido de fazer o mesmo, celebrar o fim do ano, o fim de tantos afazeres de 2016, mas acima de tudo agradecer as conquistas, os achados, as alegrias, saúde e logicamente o tédio, é dele que absorvo a falta de pressa e com ele como aliado eu escrevo textos como esse e os demais.Esse blog só existe por conta do tédio. Obrigada Sr Tédio.
Voltemos às amigas.
Certamente o poeta Mário Quintana, ao escrever que " A amizade é um amor que nunca morre", tinha razão, aliás os poetas e artistas sempre tem.
Ainda faltam alguns dias para terminar o ano e com certeza, assim como as moças que vi hoje no Bistrô, me concederei o privilégio de rever minhas amigas, o reflexo da cena me deixou acho que nostalgicamente feliz em saber que tenho tantas amizades espalhadas por aí.
Porque o amor nunca morre, eu aqui vivo de saudades de todas elas.

Com aroma de café, termino esse texto e dedico todas as linhas para vocês, minhas amigas de perto e de longe, todas no coração sempre.

Amorosamente,

Arielli
@ariellimargiotta



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