Escrevo a ultima crônica do ano 2018, afinal em 4 dias encerramos mais um tempo.
Aquela sensação de - pode encerrar a conta, já esta na minha boca, manja?
Aquele grito de acabou, pode fechar já ecoa aqui onde estou.
Se é bom? Não sei, acho que é.
Encerro esse ano feliz, confiante, agradecida por tantos bons encontros, grata pelos muitos trabalhos que fiz, alegre por cada nova amizade, animada com o futuro, cansada com o coração que vive as voltas com paixões erradas, triste pela perda de algumas pessoas, decepcionada com alguns amigos, ou seja um balanço bem realista, porque a vida não pode ser perfeita, caso fosse, seria um saco.
E olha que eu um dia já pensei que vida boa é vida calma, tipo comercial de margarina, que ilusão a minha.
A vida boa é feita de maré alta, turbilhão, loucura, desatino e confusão, e o mesmo segue na logica do ano.
O ano bom é aquele que você termina sem saber como foi que começou, quando foi mesmo a data que ingressou no ultimo emprego, quando foi que aquele cara te beijou até você acreditar que estava de fato apaixonada. Ano bom não deixa você ter tempo para fazer cálculos, você se perde nos dias, nas horas, no choro, na risada e na angustia, sim porque tem que ter uma "angustiazinha" no meio disso tudo.
Vida e drama combinam e muito....vai por mim.
Ahhh ano bom mesmo, faz de você um ansioso de carteirinha, pervertido contido e alucinado por natureza.
Todo ano bom tem que ter brigas familiares, dores de cotovelo, gozo, glorias e sofrimentos, claro misturado a isso, temos dias com céu de brigadeiro, brigadeiro de panela, chuva, tempestades e alagamentos.
Pense comigo, todos os extremos são essenciais para nossa sobrevivência humana, isso porque não falei dos porres, das humilhações, das conquistas profissionais, dos declínios pessoais e das injurias, que fazem parte mesmo, ainda que acreditando não- merecedores.
No fundo todo ano é bom, salgado, doce, santo e profano.
As velhas e novas listas de desejos surgem, viajar mais, emagrecer, juntar grana, pagar os boletos em dia, não ultrapassar o limite do Visa, comprar mais livros, ficar menos tempo no chuveiro, colaborar com o meio ambiente, ser mais paciente com os filhos, entender com mais fraternidade os amigos, ser mais diplomático e menos estressado no trabalho, ser mais otimista, espiritual, honesto e justo.
A lista antiga se confunde com uma nova que já nasceu cheia de altruísmo e bom senso. Quando olho para tudo que escrevo como desejo para 2019 penso seriamente que se trata de uma lista feita pela MADRE TERESA DE CACUTÁ, não por mim.
Não ouso escrever mais nada, começo a rir de mim mesma, rasgo a pagina de desejos inatingíveis, abro um vinho e penso comigo mesma : tá bom Dona Arielli, siga sem olhar para atrás e sem grandes planejamentos, afinal a vida é assim, exatamente o que conseguimos fazer dela no intervalo do dia-a dia, no meu caso em particular, uma historia lindamente inacabada, tentando com certo sacrifício achar um roteirista, diretor, produtor de elenco e o " mocinho", afinal de contas a atriz pricipal já tenho há pelo menos 38 anos.
Desejo a vocês um final feliz ou reprisse dos melhores momentos !!
Viva e encontre tempo para pensar o quanto você é grande mesmo não acreditando nisso.
Um 2019 com boas resenhas e inesperadas surpresas.
Luz, Câmera e Ação.
Gravando!!!!!!!!!!!
Arrasa como sempre ...faço das suas, minhas palavras como sempre.... ♒
ResponderExcluirLinda, charmosa, talentosa.
ResponderExcluirFeliz Ano Novo, um beijo
Bem bacana. Parabéns!
ResponderExcluirLinda mensagem realista e nos dá esperança,bjos.
ResponderExcluirPrima espetacular e abençoada. Sou seu primo irmão e fã de carteirinha. Temos algumas reflexões bem similares. Que este novo ano que se iniciará seja de muita paz, saúde e rwrealizações. Te amo! Beijos.
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