- A semana passada eu estive alguns em Salvador e definitivamente aquele lugar tem um encantamento único, simples e forte.
Então a cronica de hoje é sobre encantamento, substantivo masculino, sensação de deslumbramento, admiração, grande prazer que se tem como reação a alguma boa qualidade do que se vê, ouve, percebe ou poder mágico de enfeitiçar; encanto, embruxamento.
Quem é que ainda te causa tamanho encantamento?
Eu fiz essa reflexão em pleno mar de Itapuã, logo não foi difícil, sorte minha ainda consigo me encantar com paisagens.
Meu olhar estático buscava admirar aquilo que era humano, alem do paraíso natural, claro que eu achei!! eu sempre acho algo que me inspire, então foi olhar para o lado e ver um casal de jovens apaixonados. Casais apaixonados são engraçados porque neles, só ha espaço para eles, então naquela cena não existia praia, mar, barulho ou natureza, ali era só eles, todo ser apaixonado é um pouco autista, ficamos alheio do mundo.
Mentalmente a musica Pétala ( Djavan) começou a tocar na minha cabeça, logo brotou inspiração, lagrimas e uma certa nostalgia por não ter aquela idade, eles aparentavam no máximo 18 anos, naquele exato instante meu mundo parou.
Gosto da sensação de conter o tempo. A brisa da praia, sol da Bahia, olhar distante, mar azul........e eu fui transportada para meus invejáveis 18 anos, magico não? Gosto de visitar aquela menina, ela não tinha tantos medos e preocupações da Arielli de hoje, mas confesso, essa que lhe escreve é muito mais interessante.
A vida nos afrouxa, nos aperta, nos castiga, mas ainda sim ha um singelo embruxamento nisso, não acham? Tenho a tendencia de acreditar que pessoas esmagadas pela vida são deliciosamente irresistíveis.
Quanto ao poder magico de enfeitiçar, que tal começar hoje?
Segunda-feira, segunda chance, segunda parada, segundo tempo.
Segue o baile, o barco e carro.
Beijo com sabor de acarajé, porque a Bahia é isso!! Sabor e cor.
Escrevo a ultima crônica do ano 2018, afinal em 4 dias encerramos mais um tempo. Aquela sensação de - pode encerrar a conta, já esta na minha boca, manja? Aquele grito de acabou, pode fechar já ecoa aqui onde estou. Se é bom? Não sei, acho que é. Encerro esse ano feliz, confiante, agradecida por tantos bons encontros, grata pelos muitos trabalhos que fiz, alegre por cada nova amizade, animada com o futuro, cansada com o coração que vive as voltas com paixões erradas, triste pela perda de algumas pessoas, decepcionada com alguns amigos, ou seja um balanço bem realista, porque a vida não pode ser perfeita, caso fosse, seria um saco. E olha que eu um dia já pensei que vida boa é vida calma, tipo comercial de margarina, que ilusão a minha. A vida boa é feita de maré alta, turbilhão, loucura, desatino e confusão, e o mesmo segue na logica do ano. O ano bom é aquele que você termina sem saber como foi que começou, qua...

Lindo, tocou minha alma, me senti com 18 anos. Tudo verdadeiro.
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