Não é triste esse texto como pode você pensar pelo seu titulo, hoje é dia de falar da maior competência existencial, a solidão.
Não é fácil para alguém como eu, falante, exagerada e extrovertida viver a solidão, mas confesso que a maturidade, os filhos crescidos e a ausência de um parceiro tem me feito um bem danado no sentido de ensinar que essa lacuna de tempo é só meu....e isso é um luxo.
A paixão me ocupa muito, alias ela retira de mim parte do luxo que é pensar só nos meus prazeres, o contrario de estar só, que me conecta com o meu eu, me traz chão e muita realidade.
A solidão é como uma professora cheia de sabedoria, daquelas que todo mundo já teve no primário. Pense numa lista de coisas agradáveis que você pode e deve fazer sozinha.....pensou? Eu posso ajudar.
Sozinha eu leio mais, alias minha criatividade floresce na solidão....( coisa de artista, mas juro, é real).
Sozinha eu choro mais... minha capacidade de sentir parece que aumenta.
Sozinha perde-se o tempo no próprio tempo, como lagrimas na chuva.
Sozinha eu medito, fortaleço meu espirito com o divino.
Sozinha vou ao cinema ver filmes que namorado nenhum gostaria de ver.
Sozinha eu abro um vinho e fico entorpecida de alegria rindo de mim mesma.
Sozinha eu escuto a playlist que vai de Alcione a Pepeno di Caprio.
Sozinha eu danço....em qualquer lugar e em qualquer horário, especialmente pela manhã
Sozinha tomo banho de quase 2 horas sem me importar com o planeta, porque sozinha somos mais egoístas.
Sozinha faço chá de ervas amargas, porque a solidão nem sempre pode ser doce.
Sozinha eu cuido do meu corpo....afinal é só eu ou ele.
Sozinha eu aproveito muito mais as minhas sessões de terapia, afinal falo somente de uma pessoa, eu mesma, o que já toma a sessão toda e ainda falta tempo.
Sozinha eu volto para atividades de filantropia.
Sozinha eu preparo o melhor steak tartare do universo, com todo mise en place.
Sozinha eu bato perna até cansar e perco a hora em qualquer lugar do mundo.
Sozinha eu explorei a Itália, foi incrível.
Sozinha eu falo comigo mesma em frente ao espelho sem julgamentos.
Sozinha eu entendo definitivamente que somos seres biográficos e que esse motivo justifica e qualifica todos obrigatoriamente a escrever sua própria historia.
Sozinha eu sonho que um dia vou encontrar alguém que me desperte para viver uma vida a dois com a mesma sensação de estar sozinha e principalmente como estou, INTEIRA.

Absolutamente lindo.
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