Ahh, caríssimos leitores, caso existisse de fato uma receita milagrosa para reinvenção de si, qual seria a sua?
Que tal trocarmos receitas, afinal no auge dos meus 23 anos casada, esposa e do "lar" detalhe com dois filhos pequenos, respectivamente 5 e 3 (anos), a vida desmorona...aquela vidinha irreal, que eu achava real, separei, mudei de casa, entrei na faculdade, fiz novos amigos, reencontrei os antigos e de lá pra cá meu mundo foi só reinvenção.
Hoje na suposta, sim só suposta " madurez" dos quase 38 anos, eu noto que não há outro movimento ha ser feito, a não ser aceitar os ciclos naturais da vida, porque não há finitude em nenhum deles.
Logo eu, aquela que um dia acreditou em príncipe encantado, felizes para sempre e até que a morte nos separe, tive que readaptar os conceitos e investir em mim, afinal uma hora é inevitável, resta só você contra ou a favor de você mesma, então mãos a obra.
Fiz até agora tudo que jamais planejei ou sonhei, mas não é que eu estou feliz, ao menos em paz, acertei muito e obviamente errei muito. Criei meus filhos, hoje já encaminhados como diria minha vó, amei, me entreguei a paixões, saltei de para-quedas, viajei muito pelo mundo acompanhada de amores, de amigos e até sozinha. Mudei de emprego varias vezes, entrei em cursos de auto-ajuda, fiz terapia (ainda faço), fiz curso de Filosofia, estudei sobre Ciências Politicas, estudei Sociologia, Comunicação e Pós, atualmente sou jornalista e palestrante, quem diria hein?
Tenho uma pilha quase uma torre de livros, sobre diversos assuntos. Bebi muitos vinhos de rótulos caros aos mais baratos, fumei de cigarros a charutos, tive momentos nostálgicos, alegres, tristes, solitários, me apaixonei por animais, tenho uma Maltês de 5 anos, acho que aprendi sobre lealdade e fidelidade com ela.Perdi meu pai que era também meu melhor amigo e mentor. Vi minha vó materna que era minha mãe, definhar até morrer.
Suportei dores que não imaginaria suportar, pensei em morrer, chorei até não haver mais lagrimas, mas também ri, muito, de doer a barriga ou quase fazer xixi na calça.
Dancei muitos ritmos em muitos lugares diferentes, do banheiro de casa até pista de dança de boate de interior com direito a cantar no palco e tudo mais.
Experimentei muitas emoções, gosto dessa sensação de sentir na carne, na pele, isso porque ainda não fiz minha primeira tatuagem, pretendo fazer algumas.
Comecei projetos que ninguém a não ser eu apostou que renderia, fiz escolhas certas e tantas outras teimosamente fracassadas, banquei todas, com dinheiro, choro, gargalhadas e escutei a clássica ladainha de toda mãe: - " Eu avisei que não daria certo, você não me escutou".
Aprendi a fazer muitas coisas novas, reaprendi a fazer as antigas também de outra forma, em todos os sentidos desde cozinhar a lavar roupa, não sigo receitas elaboro tudo da minha cabeça....ahh quanto a lavar roupas, aprendi a não misturar..... sempre dá merda.
O sentido da reinvenção é esse, mudar você de rota, de estrada e de caminho, quero ainda fazer muitas mudanças, sem waze ou google maps, porque com eles certamente não experimentarei sabores novos e lembra no começo do texto, curto emoção.
Um beijo reinventado,
Arielli

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