Pular para o conteúdo principal

Fiu. Fiu. Psiu!





Obrigada André por escrever tão lindamente.

Compartilho você com a alegria e a singeleza da amizade que nos uni as letras.



Fiu.Fiu, Psiu!





Pessoas com vida interessante não fazem fricote.Não viram vítimas de nada, mesmo quando são.

Não falam se fosse eu, eu faria. Porque simplesmente já estão fazendo enquanto os outros boicotam a própria vida brigando em lutas já vencidas, porque nesse combate não existe vencedor.

Pessoas interessantes quebram a cara, erram, se apaixonam.

Olham, paqueram, flertam, lutam e perdem. Lutam e ganham.

Lutam pela luta e não pela causa do efeito.


Investem em projetos sem garantia. Interessam por gente que são exatamente o oposto delas

Param na rua pra conversar com estranhos.

Pedem demissão sem ter trampo em vista. Ficam com a conta zerada e começam tudo de novo... do nada. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar a cor preferida, o prato predileto. Sabem exatamente o significado do seu signo mas não dão um piscar de olhos a isso. Não se importam com a passagem do tempo.

Muito menos se vai chover.

Compram passagens só de ida.

Fazem loucuras por amor. Trepam sem caminha. Sim. Sem camisinha. É uma forma de falar eu te amo.

Pessoas interessantes tem alguma coisa lá dentro que não cabe mais e vira algo como um brilho. Na pele ou nos olhos. No cabelo. É incrível isso.

É inexplicável. Não tem idade, nem beleza. Não é mais a cintura. O rosto. O corpo. O peso. Ou o beijo.

É o brilho.

Pessoas interessantes fazem você rir. Fazem você mudar de rumo.

A comprar outro bilhete de trem.

A conquistar aquela paixão. Aquela paquera.

Pedem desculpas. Tropeçam, caem e não se enganam que não foi nada. Porque foi. E deixam a marca lá. É mais uma e pronto. Sempre estão dispostas para um começo novo. De novo. Um café, para uma conversa e um abraço no lugar do aperto de mão.

A própria palavra aperto não cabe par essas pessoas.

Pessoas assim, quando elas falam nos sentimos abraçados por ela.

O mundo fica melhor. É como ouvir uma música de Guilherme Arantes ou de Idan Raichel. Pessoas assim passaram e viveram todas as alegrias e dores. E essa mistura ao invés de minar, a fizeram ser mais ricas de amor.

E Amor não é para os mais-ou-menos. Amor requer coragem.


Tanta coragem que escolhe o erro a omissão. o fracasso ao tédio. A verdade à ilusão.

Porque historias de amor, podem notar... nos filmes, nos contos, nos casais, nos livros - são feitas de paixão, de uma verdade visceral, são feitas de tristeza e superação, são feitas até de fracassos mas nunca de ócio ou de omissão. São frágeis mas não são fracas. Pessoas interessantes nos fazem interessantes.


Beijos atordoados,


André



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você esta no Ar......

Escrevo a ultima crônica do ano 2018,  afinal em 4 dias encerramos mais um tempo. Aquela sensação de - pode encerrar a conta, já esta na minha boca, manja? Aquele grito de acabou, pode fechar já ecoa aqui onde estou. Se é bom? Não sei, acho que é. Encerro esse ano feliz, confiante, agradecida por tantos bons encontros, grata pelos muitos trabalhos que fiz, alegre por  cada nova amizade, animada com o futuro, cansada com o coração que vive as voltas com paixões erradas, triste pela perda de algumas pessoas, decepcionada com alguns amigos, ou seja um balanço bem realista, porque a vida não pode ser perfeita, caso fosse, seria um saco.  E  olha que eu um dia já pensei que vida boa é vida calma,  tipo comercial de margarina, que ilusão a minha. A vida boa é feita de  maré alta, turbilhão, loucura, desatino e confusão, e o mesmo segue na logica do ano. O ano bom  é  aquele que você termina sem saber como foi que começou, qua...

Esqueceram de nos contar.

E por que é mesmo que não nos contaram tudo sobre as sutilezas da vida? Contar é diferente de falar, contar no contexto   é  ensinar com exemplos vividos o que é  avesso aos discursos moralistas e bregas que estão por ai nos rondando. Por que sera que não nos avisaram que a cada dia que se vive é mais um próximo de morrer. Por que sera que não explicaram que amar alguém é o mesmo que servir de casa para o outro habitar, mesmo que  sem dia  certo para partir, se é que isso ocorre em tese,  porque eu  desconfio que alguns moram para sempre na forma de lembranças e saudades. Por que será que ninguém contou que para cada sorriso contagiante haverá  muitas lagrimas de profunda tristeza, decepções e vazio,  afinal só sabe-se feliz quem já saboreou a amarga infelicidade e não precisa busca-la, ela vira ao seu encontro, como um predador faminto e voraz. Por que será que ninguém explicou que não ha plenitude, ninguém é capaz de ser pleno......

124 motivos para escrever

 Graças a terapia e a pergunta ecoante da minha psicologa Sandra, hoje escrevo sob a regência enérgica numero 124. O numero de 3 dígitos representa  aqui a quantidade de cronicas que residem alegremente ou não por aqui, afinal nem todos os textos são felizes, nem todos são esperançosos e certamente nem todos iguais e muito menos fáceis de ler. Aqui eu já escrevi  sobre quase tudo... de dores da alma, de cabeça e de cotovelo, escrevi sobre maternidade, culinária, família, empregos, viagens, vazios, noias  e  amores, esse ultimo eu ainda escrevo ao som de Gil...(pra não perder o costume ). Não há o que perdoar Por isso mesmo é que há De haver mais compaixão.... Quem poderá fazer Aquele amor morrer Se o amor é como um grão! Escuto essa musica no auge dos meus 40 anos querendo ser o  Drão  do Gil, querendo ser a Julia Robert de Pretty Woman e de quebra no caso de sobrar um bônus, to aceitando ser a Gaga em Quando Nasce uma Estrela, ando querendo ser ...