Olha eu aqui depois de 1 mês e alguma coisa.(parei de contar os dias)
Não foi falta de inspiração não, é que as vezes a vida nos obriga a dar certas pausas, dessas lentas e sem nossa vontade.
Os meus últimos dias não foram nada fáceis, entendendo que fácil é somente férias com tudo pago em Positano, pois bem, por aqui a realidade é sempre mais dura. Contas a pagar, instabilidade física, emocional, falta de rumo, falta de grana, as vezes de emprego, novos começos, encerrar fins que doem na despedida, enfim se você conseguir entender isso já é meio caminho andado.
No meu caso, preciso aderir a terapia.
Sou quase sempre vista como alguém a frente do tempo, mas custa caro essa reflexão futurística e dá uma bagunçada na alma, as vezes difícil de consertar.
Esse ultimo mês passou!! Ufa, porque caso não passasse, eu juro que infartaria, faltou pouco.
Mudei de casa umas 2 ou 3 vezes, dormi em camas emprestadas, corri com malas em todos os tipos de transportes, chorei sozinha e acompanhada, ri muito também da mesma forma.
Encarei medos que jamais pensei ter, encarei solidão, escuridão e claridades insuportáveis.
Deixei de ler diariamente livros que eu adoro, não consegui acompanhar nenhuma novela, series da Netflix e já faz um bom tempo que não vou ao teatro.
Deixei de comer e beber algumas coisas que gosto, por falta de tempo e grana mesmo.
Deixei de falar com muitas pessoas que eu adoro falar por falta de assunto, desamino e tempo.
Deixei a vida fluir tão apressadamente que só notei que estamos perto do Natal porque hoje eu viu panetones no mercado perto da minha nova casa.
O tempo das esperas são medidos por relógios que não são os nossos.
Hoje sem querer olhei uma criança que passava na rua da casa nova, alias ela é linda cheia de vida e flores......e vi que essa mesma criança não se preocupava com o tempo, afinal ela tem em si o dom de pertencer ao inesperável das surpresas que a vida pode lhe oferecer.
Eu já não olho a vida assim, fiquei mais endurecida, mas continuo encantada e reconheço que cada dia de esforço e lagrima é seguido também de dias de calmaria e sorrisos e não dispenso nenhum, quero qualquer sorriso fácil que alegre meu coração, esse mesmo que quase infartou! (tadinho).
Porque de fato o que não nos mata, nos fortalece e o que nos vence, nos faz bem mais fortes do que antes e os medos quando respeitados podem ser nossos aliados para novas descobertas.
O caminho de volta dessa vez teve flores que substituíram muitos espinhos.
E você pode perguntar, valeu a pena?
Ahhh valeu, parafraseando ao poeta, tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.
E uma verdade é certa, a minha é grande e agora aprendeu a voar sozinha.
Beijos fortes com asas reforçadas.
Arielli
Não foi falta de inspiração não, é que as vezes a vida nos obriga a dar certas pausas, dessas lentas e sem nossa vontade.
Os meus últimos dias não foram nada fáceis, entendendo que fácil é somente férias com tudo pago em Positano, pois bem, por aqui a realidade é sempre mais dura. Contas a pagar, instabilidade física, emocional, falta de rumo, falta de grana, as vezes de emprego, novos começos, encerrar fins que doem na despedida, enfim se você conseguir entender isso já é meio caminho andado.
No meu caso, preciso aderir a terapia.
Sou quase sempre vista como alguém a frente do tempo, mas custa caro essa reflexão futurística e dá uma bagunçada na alma, as vezes difícil de consertar.
Esse ultimo mês passou!! Ufa, porque caso não passasse, eu juro que infartaria, faltou pouco.
Mudei de casa umas 2 ou 3 vezes, dormi em camas emprestadas, corri com malas em todos os tipos de transportes, chorei sozinha e acompanhada, ri muito também da mesma forma.
Encarei medos que jamais pensei ter, encarei solidão, escuridão e claridades insuportáveis.
Deixei de ler diariamente livros que eu adoro, não consegui acompanhar nenhuma novela, series da Netflix e já faz um bom tempo que não vou ao teatro.
Deixei de comer e beber algumas coisas que gosto, por falta de tempo e grana mesmo.
Deixei de falar com muitas pessoas que eu adoro falar por falta de assunto, desamino e tempo.
Deixei a vida fluir tão apressadamente que só notei que estamos perto do Natal porque hoje eu viu panetones no mercado perto da minha nova casa.
O tempo das esperas são medidos por relógios que não são os nossos.
Hoje sem querer olhei uma criança que passava na rua da casa nova, alias ela é linda cheia de vida e flores......e vi que essa mesma criança não se preocupava com o tempo, afinal ela tem em si o dom de pertencer ao inesperável das surpresas que a vida pode lhe oferecer.
Eu já não olho a vida assim, fiquei mais endurecida, mas continuo encantada e reconheço que cada dia de esforço e lagrima é seguido também de dias de calmaria e sorrisos e não dispenso nenhum, quero qualquer sorriso fácil que alegre meu coração, esse mesmo que quase infartou! (tadinho).
Porque de fato o que não nos mata, nos fortalece e o que nos vence, nos faz bem mais fortes do que antes e os medos quando respeitados podem ser nossos aliados para novas descobertas.
O caminho de volta dessa vez teve flores que substituíram muitos espinhos.
E você pode perguntar, valeu a pena?
Ahhh valeu, parafraseando ao poeta, tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.
E uma verdade é certa, a minha é grande e agora aprendeu a voar sozinha.
Beijos fortes com asas reforçadas.
Arielli
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