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Desencontrados de nós.

Hoje escrevo sobre a arte que desenvolvemos super bem, somos todos desencontrados de nós.
Nunca imaginei viver uma geração onde desejamos tanto e ao mesmo tempo amortecendo os desejos não desejamos mais,  e vivemos assim a cruel tirania dos desencontros com nós mesmo.
Vivemos estressados, entediados, ansiosos, nanicos de realidade, repletos de virtualidade, as voltas com sentimentos instantâneos, fúteis que dura um dia no máximo.
Somos a geração da pressa, vivemos correndo e olhando freneticamente as lentes dos celulares e através deles vivemos a vida alheia, somos espiões da fantasiosa alegria mentirosa do Instagram.
Respiramos fotos e legendas estratégicamente criadas para nós causar inveja- a vida do outro até parece mais interessante.
Será que é?
Vivemos na época onde pratos de comidas viram álbuns fotográficos flutuantes.
Tocamos a vida de tantos e a alma de nenhum.
Vivemos assim, na suposta sagacidade da moda e na brega vida irreal.
Podem achar esse texto um desabafo.E é!
O primeiro texto do ano, traz em si, força, aversão e sobretudo reflexão.
Em 2019 tenho em mim muitos desejos, todos eles serão respeitados.
Você me pergunta quais são? São muitos.
Mas que tal começar pelo primeiro.
Desejo de verdade, muita vida real, daquelas danadas de doloridas é maravilhosamente saborosa.
Beijos reais  e encontrados.



Comentários

  1. Como penso nisso todos os dias. E vivo pensando em tudo neste mundo atual e desencontrado. E o que vale no final mesmo?
    Adoro suas reflexões. ♥️

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  2. Parabéns filha muito orgulho de ti

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