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Campainha para felicidade

Mente feliz produz mais? Gente feliz é sempre gente boba? Felicidade o tempo todo, cansa ou só faz bem?

 Não sei bem a resposta para essas e outras questões sobre felicidade, apesar de ser um tema que eu gosto bastante de estudar.

 O que eu devo admitir pra mim mesma e para todos vocês que estão aqui no blog, é que quando o escritor Albert Schweitzer diz: Felicidade é nada mais que boa saúde e memória ruim. Ahhh meu coração dispara por esse frio alemão que de verdade manja dos paranaues.

 A tal da marvada felicidade esta na cachaça que você toma bem para ficar mal e por ai vai....

 Felicidade é aquela faísca de alegria com esperança que quando chega a maturidade temos em pequenas doses, afinal , já sabendo que engolir tudo de uma vez nos faz sermos tao idiotas quanto um iniciante em jogos de azar com uma nota de 50 reais na mão.

 Felicidade mesmo é para os fortes ou para os corajosos que sabem que o valor da vida esta no numero de quedas e não nas milhares de vezes que chegamos ao topo, o olhar de cima tem significado, porem o caminho para  a subida nos faz significantes.

Felicidade é coisa de gente triste que de tão triste que é resolve ser feliz, só por teimosia mesmo.

 Felicidade é para os angustiados que finalmente acreditam que o vazio é vazio mesmo, e por favor, acreditem , nem todos os nossos espaços devem ser preenchidos, alguns merecem a sacralidade de serem ocos, nulos ou escuros, e caso isso tenha o nome de angustia, prazer, eu sou você.

 Felicidade é pra quem tem medo de dormir sozinho no escuro, é pra quem acha religião coisa de bitolado com síndrome de rejeitado e especialmente para aqueles que criticam duramente os tatuados desse meu Brasil. Bora fazer uma tribal na perna?

 Felicidade é para quem posta foto todo ultimo dia da semana no Instagram com aquela insuportável hashtag  #sextou.

 Felicidade é para todos aqueles que fazem discursos na ONU a favor da paz Mundial.

 Felicidade mesmo, aquela genuína,  merece ter quem nunca procurou  e sem querer encontrou, sabe-se la como, bom isso não importa, o importante é encontrar algo na porra da vida, nem que seja uma moeda de 1 real no bolso da jaqueta jeans.

 Ando nos últimos dias pensando muito sobre o que é ser ou estar feliz e a unica coisa que me ocorre é a lembrança da minha infância onde estou descendo o dedo na campainha da casa de algum estranho, ta ai, essa era uma felicidade e tanto.

 E só para não desobedecer a ordem da sociedade esmagadora que vive fazendo da gente cobaias, vou tocar a campainha no apê vizinho e fingir que não fui eu, caso consiga correr, farei isso só para dar um ar ainda mais patético para a cena que caso eu dê sorte, sera registrada pelas câmeras do circuito interno do prédio, desde já estou com pena do Sr Raimundo da portaria

  Semana que vem conto como foi ,torçam por mim.

 Beijos, me liga!


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