Até parece que você nunca inventou alguém insuportavelmente ideal para se apaixonar, atire a primeira pedra se você nunca criou, nem que por um dia a paixão ideal.
Sabe aquela ilusão que a pessoa tem uma espécie de encantamento, logo de cara no primeiro encontro você acha que o fulano é incrível, lindo, inteligente e será o seu melhor companheiro para o resto da vida.
Quem nunca?
Inventar paixões é deliciosamente perigoso, é vital, não há como voar sem tirar os pés do chão, logo impossível viver sem ilusões, claro advirto vocês, que a sagrada dose de realidade é indispensável à saúde, mas que maravilha se a vida fosse por alguns momentos, igualzinho aos poemas de Neruda, igual ao mar de Copacabana das músicas de Vinícios de Moraes, ahhh que bom seria ter aquele cara romântico das musicas do Roberto Carlos.
Ultimamente acho que ando um pouco apaixonada, é possível que tudo no fulano é criação da minha imaginação, ele de verdade não é um terço das minhas invenções, mas que invenção gostosa é essa.
Tem cheiro e um gosto salgado de mar, ele escreve tão bem que parece que é só para provocar, tem um olhar apertado, tímido e desastrado.
Toda vez que eu preciso viajar com meus pensamentos, é ele que eu começo a inventar.
Quer paixão melhor que essa?
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