Hoje é dia dela, Tatyane Brito, emprestando seu talento para a caixa da Arielli, que maravilha minha pequena Adélia Prado.
Ônibus meu e seu.
A calçada da rua está lotada. Ela serve como ponto de ônibus para todos que ali esperam por suas conduções. Todos estão parados, lado a lado, na frente do outro alguém, atrás ou alguns metros de distância. Um menino estica o braço para parar o coletivo que vem acelerado. Ao lado do menino, outras sete pessoas se juntam. O ônibus para e todos entram. Entram um por um, em ritmo de produção.
Minutos passam. Vários coletivos também. Dezenas de pessoas se vão. Outras dezenas chegam. Cada espaço da calçada é ocupado por pernas cansadas. Cada pedaço da parede segura um corpo saturado. Os olhos se voltam para o mesmo local e brilham quando cada ônibus vem lá de longe. Felicidade para um, tristeza para outro. Não é o ônibus do auxiliar de limpeza, mas é o da professora do ensino infantil.
Após uma hora de espera, ele chega para mim. Frenético. Atrasado.
Duas horas de viagem e ele está lotado. Um vendedor de balas passa a andar com uma caixa na mão, repetindo a trova do trabalhador e oferecendo seu produto em troca de alguns trocados. A venda é certa por apenas um real.
As pessoas sentadas estão cansadas, suadas, estressadas. As pessoas em pé, também. Resta apenas uma gentileza no olhar da moça sentada que segura a sua sacola. Um gesto que sempre alivia o peso do outro...
Transporte coletivo: paciência, humanidade, empatia e indiferença,
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