Acordo com a notícia da tragedia do time Chapecoense, mais de 76 atletas mortos num acidente aéreo, peça pregada pela vida, justo o avião que os levaria para mais um combate nos campos de futebol, talvez ali esperava-se uma vitória, gols, aplausos, fama, dinheiro e claro reconhecimento de um trabalho árduo de quase um ano para esse campeonato.
Quantos sonhos, projeções, dias de planejamento, de treinos físicos incessantes, eram todos na sua maioria jovens entre seus 20 e 30 anos.
Como compreender esses desígnios do destino?
O jogo encerra sem começar, o placar não foi aceso o estádio continua vazio e o campo abandonado, aberto e verde talvez nos ensine o significado de fugaz adjetivo de dois gênero: que tem rapidez, rápido, ligeiro, veloz e que desaparece rapidamente, que dura muito pouco, efêmero e passageiro.
Acontecimentos como esse, nos fazem refletir, repensar sobre nossos limites,porque ilimitado só nossa alma.
A dimensão da dor da perda, do fracasso em partir antes do combinado nos humaniza, nos diminui e de alguma maneira nos faz enxergar do tamanho que realmente somos.
A poesia ecoa no ar para amenizar nossa descrença e romantizar o dia cinza que ficou hoje.
Terça feira gris, triste, reflexiva.
Fico aqui eu tentado dedilhar esse texto sobre, morte, vida e brevidades.
Não coube mais palavras para as incógnitas do meu coração.
Hoje me visto de verde, sem querer, me tornei chapecoense e eternamente brasileira, com fé e insistência em dias melhores.
Axé!

Boa, minha amiga.
ResponderExcluirHoje é um dia triste mesmo... tantos sonhos, tanto caminho pela frente...
Caminhemos nós. É o que podemos fazer.