Essa semana passou numa velocidade anonimante feroz, ao menos para mim.
O bom de morar na capital mais louca do pais, é que você não precisa fazer força para ser anonimo, porque simplesmente você é, por sorte o porteiro do prédio poderá lembrar seu nome, mas, só por sorte.
São Paulo flutua no que chamamos de adrenalina, aqui todo mundo tem pressa, medo, tédio e fome.
Aqui ninguém esta preocupado se você está com frio, se tem grana ou simplesmente se esta bem, ninguém tem tempo para conjecturas, pensando exatamente sobre isso, eu parei numa dessas cafeterias americanas onde eles escrevem seu pedido com seu nome no copo.Fiz meu pedido, a moça gentil e educada, perguntou meu nome, dei outro que não era Arielli, só para sentir na pele como é não ser você mesma, manja? loco né?
Cá entre nos, não sou fã do café de lá, mas valeu pela observação e inspiração para o texto.
A atendente que não tinha muito mais que a idade do meu filho mais velho, anotou meu suposto nome, lá ninguem confere seu RG, portanto é um lugar ótimo para testar anonimado e invenções de nomes.
E juro foi engraçado, alias a graça foi total. Chamada pelo meu avatar, fiquei 5 minutos para entender que aquele nome do copo era de fato eu. Como nos estamos acostumados a sermos só nos, que coisa esquisita, acho que esta na hora de aprender a ser mais de um, ao menos deveríamos tentar.
Obviamente retirei meu café rindo, sentei sozinha na mesa e sozinha, absolutamente sozinha comecei a escrever, ninguém se importou com meu nome, com meu café ou com a minha risada bizarra.
Promovi o mesmo ritual de sempre, fitei o nome escrito no copo, coloquei açúcar,nada de adoçante, lembrei da minha vó, que dizia que de amarga já basta a vida, olhei o telefone enquanto esfriava e puder constatar duas mensagens de amigos que naquele dia estavam depressivos, desmotivados ou vulgo, com o saco na Lua, e eu ali naquele café sentindo igual, apesar de adoçada pelo café e moralmente com outro nome. Respirei aliviada, porque aquele sentimento de vazio não acometia só eu, sabe, somos mórbidos quando percebemos que o outro também tem suas dores, de alguma forma nos alivia muito, afinal tira de nos a ideia de sermos os únicos fudidos no mundo sentados em uma cafeteria na Paulista, mesmo porque tem gente muito pior sentando em qualquer outro lugar do planeta, sentindo com a mesma intensidade essa falta de sentido que é viver.
Não respondi a nenhuma mensagem, tomei o café, li ao jornal, o bom desse lugar é o som ambiente e os jornais gratuito, o que vale mais que propriamente o café em si.
Terminei o café, a leitura e a observação: porque vamos combinar uma coisa, sentir se assim estranho, é normal, natural, pensa comigo, há mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, não dá para todos sermos felizes a todo momento, seria até desagradável, imagina uma rua cheia de gente rindo a toa, insuportável não acha?
O legal da melancolia é que ela traz consciência e então a melhor escolha é aceitar que tem dias que o mundo estará assim, exatamente como meu café, com o nome de outro, frio e sem graça e para todos os outros dias haverá, sol, popularidade e quase todo mundo saberá seu nome e mais, tenho certeza que esse dia será saboreado por você com muita alegria e tesão.
Enquanto esse dia não chega, como é mesmo seu nome?
Beijos,
Olivia.
O bom de morar na capital mais louca do pais, é que você não precisa fazer força para ser anonimo, porque simplesmente você é, por sorte o porteiro do prédio poderá lembrar seu nome, mas, só por sorte.
São Paulo flutua no que chamamos de adrenalina, aqui todo mundo tem pressa, medo, tédio e fome.
Aqui ninguém esta preocupado se você está com frio, se tem grana ou simplesmente se esta bem, ninguém tem tempo para conjecturas, pensando exatamente sobre isso, eu parei numa dessas cafeterias americanas onde eles escrevem seu pedido com seu nome no copo.Fiz meu pedido, a moça gentil e educada, perguntou meu nome, dei outro que não era Arielli, só para sentir na pele como é não ser você mesma, manja? loco né?
Cá entre nos, não sou fã do café de lá, mas valeu pela observação e inspiração para o texto.
A atendente que não tinha muito mais que a idade do meu filho mais velho, anotou meu suposto nome, lá ninguem confere seu RG, portanto é um lugar ótimo para testar anonimado e invenções de nomes.
E juro foi engraçado, alias a graça foi total. Chamada pelo meu avatar, fiquei 5 minutos para entender que aquele nome do copo era de fato eu. Como nos estamos acostumados a sermos só nos, que coisa esquisita, acho que esta na hora de aprender a ser mais de um, ao menos deveríamos tentar.
Obviamente retirei meu café rindo, sentei sozinha na mesa e sozinha, absolutamente sozinha comecei a escrever, ninguém se importou com meu nome, com meu café ou com a minha risada bizarra.
Promovi o mesmo ritual de sempre, fitei o nome escrito no copo, coloquei açúcar,nada de adoçante, lembrei da minha vó, que dizia que de amarga já basta a vida, olhei o telefone enquanto esfriava e puder constatar duas mensagens de amigos que naquele dia estavam depressivos, desmotivados ou vulgo, com o saco na Lua, e eu ali naquele café sentindo igual, apesar de adoçada pelo café e moralmente com outro nome. Respirei aliviada, porque aquele sentimento de vazio não acometia só eu, sabe, somos mórbidos quando percebemos que o outro também tem suas dores, de alguma forma nos alivia muito, afinal tira de nos a ideia de sermos os únicos fudidos no mundo sentados em uma cafeteria na Paulista, mesmo porque tem gente muito pior sentando em qualquer outro lugar do planeta, sentindo com a mesma intensidade essa falta de sentido que é viver.
Não respondi a nenhuma mensagem, tomei o café, li ao jornal, o bom desse lugar é o som ambiente e os jornais gratuito, o que vale mais que propriamente o café em si.
Terminei o café, a leitura e a observação: porque vamos combinar uma coisa, sentir se assim estranho, é normal, natural, pensa comigo, há mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, não dá para todos sermos felizes a todo momento, seria até desagradável, imagina uma rua cheia de gente rindo a toa, insuportável não acha?
O legal da melancolia é que ela traz consciência e então a melhor escolha é aceitar que tem dias que o mundo estará assim, exatamente como meu café, com o nome de outro, frio e sem graça e para todos os outros dias haverá, sol, popularidade e quase todo mundo saberá seu nome e mais, tenho certeza que esse dia será saboreado por você com muita alegria e tesão.
Enquanto esse dia não chega, como é mesmo seu nome?
Beijos,
Olivia.
Opa belíssima top sou seu fã bjs grande profissional
ResponderExcluirAdorei o texto hj!
ResponderExcluirPensando seriamente em ir numa cafeteria e fazer o mesmo, gostei bastante!
ResponderExcluir