Hoje escrevo no primeiro dia do ultimo mês do ano, quase que ao vivo após a historia que ouvi.
Estava caminhando pela Rua Augusta e sem pretensão entrei numa loja de roupas. Uma atendente simpática logo veio me atender, entre as roupas que eu provei, conversarmos amenidades.
Ela era doce, feliz e tinha uma sorriso lindo, o nome dela, Ana. Logo emendamos uma conversa, falamos de moda, roupas claro, e não lembro por qual momento passamos a falar sobre filhos.
Gosto de falar dos meus meninos, quase não escrevo desse afeto que me é tão precioso, mantenho guardado em uma gaveta muito pessoal, ser mãe foi e é para mim a parte mais incrível da minha existência, meus filhos são minha melhor parte, ou a parte que eu reconheço como perfeita, mesmo em meio a tantas imperfeiçoes, meus pequenos gigantes são meus vícios e virtudes, eu os amo sem que com isso tenha que escraviza los em meu amor, amo sem cobranças, sem devoluções, amo porque eles são parte do meu coração que bate fora do meu corpo, corpo esse que as vezes desconfio que seja meu de verdade. Ela então falou que também era mãe, de 3 filhos. Eu elogiei, afinal era jovem, o sorriso bonito escondia um dor terrível.
Ana falou que seu filho mais velho havia falecido há 7 meses, e que a morte dele havia sido noticiada nos principais jornais do pais. Eu relutei em prosseguir a conversa, mas ela fez questão de relatar, tudo e em detalhes, que só um coração de mãe sabe fazer.
Seu filho de só 17 anos suicidou se porque não aguentou a pressão de ser um aluno de notas abaixo de 9,0. Meu coração disparou ao ouvir o relato, e eu, que sou afeita a sentir a dor alheia como minha, parei de vestir o vestido e a abracei, como num gesto de reter aquela dor que também era minha, tentei dizer com aquele abraço que eu também estava sofrendo, a isso damos o nome de compaixão.
Ana me contou ainda mais daquela tragedia, e nos olhos apertados daquela mulher eu me vi, me vi nua, sangrando e meu pensamento era só querer saber naquele momento onde é que meus meninos estão? Já chegaram em casa? Estão na praia? Casa de amigos? Estudando.
Meu sentimento é que tudo estava bem e estava.
Menina Ana, você tem a minha idade, como você é forte, sem querer meu mundo hoje ganhou parte da sua força, obrigada por dividir sua historia. Ana, esses meninos da foto são os meus! e eu tenho um medo gigante de viver sem eles, jamais saberia sorrir como você sem eles por perto.
Ana transformou a dor da perda em combustível para viver, ela riu de todas as piadas e graças que eu resolvi fazer, não que precisasse, porque a Ana não é melancólica, mas senti vontade de deixa la feliz, ela gargalhou com vontade e falou que eu era engraçada, fiz questão de apartar a dor com humor, porque todos nos merecemos uma dose de alegria.
Ana carrega milhões de duvidas sobre o que levou seu menino que segundo ela tinha olhos cor de mar a fazer o que fez, mas me afirmou com toda convicção que ele foi o menino mais amado do mundo, Ana, eu não tenho duvidas!!
Ana é sonhadora, está em busca de um novo amor, já que é separada do pai de seu filho. Falamos de paixão, de amores perdidos e recuperados, falamos mais e mais e a minha vontade era de ficar ali por mais 5 horas, só para descobrir como Deus faz alguns de nos com moldes especiais.
Ana, hoje você ganhou espaço nas minhas escritas, na minha memoria e no meu coração.
Ana, você modificou minha forma de ver a vida, peço a Deus a sua força para enfrentar as minhas dores que são pequenas perto das suas, peço mais, que Deus mantenha em você essa alma de menina dos olhos do Pai.
Ana, obrigada, através de você Deus gentilmente conversou comigo, como amigo que é.
Eu espero ter acolhido sua dor porque você acolheu sem perceber as minhas.
Te beijo como fiz na loja, na esperança de vê la novamente só para ter certeza que Deus as vezes se disfarça de gente como nos.
Beijos a todas as Anas da minha existência,
Arielli, ops, Ana.
Estava caminhando pela Rua Augusta e sem pretensão entrei numa loja de roupas. Uma atendente simpática logo veio me atender, entre as roupas que eu provei, conversarmos amenidades.
Ela era doce, feliz e tinha uma sorriso lindo, o nome dela, Ana. Logo emendamos uma conversa, falamos de moda, roupas claro, e não lembro por qual momento passamos a falar sobre filhos.
Gosto de falar dos meus meninos, quase não escrevo desse afeto que me é tão precioso, mantenho guardado em uma gaveta muito pessoal, ser mãe foi e é para mim a parte mais incrível da minha existência, meus filhos são minha melhor parte, ou a parte que eu reconheço como perfeita, mesmo em meio a tantas imperfeiçoes, meus pequenos gigantes são meus vícios e virtudes, eu os amo sem que com isso tenha que escraviza los em meu amor, amo sem cobranças, sem devoluções, amo porque eles são parte do meu coração que bate fora do meu corpo, corpo esse que as vezes desconfio que seja meu de verdade. Ela então falou que também era mãe, de 3 filhos. Eu elogiei, afinal era jovem, o sorriso bonito escondia um dor terrível.
Ana falou que seu filho mais velho havia falecido há 7 meses, e que a morte dele havia sido noticiada nos principais jornais do pais. Eu relutei em prosseguir a conversa, mas ela fez questão de relatar, tudo e em detalhes, que só um coração de mãe sabe fazer.
Seu filho de só 17 anos suicidou se porque não aguentou a pressão de ser um aluno de notas abaixo de 9,0. Meu coração disparou ao ouvir o relato, e eu, que sou afeita a sentir a dor alheia como minha, parei de vestir o vestido e a abracei, como num gesto de reter aquela dor que também era minha, tentei dizer com aquele abraço que eu também estava sofrendo, a isso damos o nome de compaixão.
Ana me contou ainda mais daquela tragedia, e nos olhos apertados daquela mulher eu me vi, me vi nua, sangrando e meu pensamento era só querer saber naquele momento onde é que meus meninos estão? Já chegaram em casa? Estão na praia? Casa de amigos? Estudando.
Meu sentimento é que tudo estava bem e estava.
Menina Ana, você tem a minha idade, como você é forte, sem querer meu mundo hoje ganhou parte da sua força, obrigada por dividir sua historia. Ana, esses meninos da foto são os meus! e eu tenho um medo gigante de viver sem eles, jamais saberia sorrir como você sem eles por perto.
Ana transformou a dor da perda em combustível para viver, ela riu de todas as piadas e graças que eu resolvi fazer, não que precisasse, porque a Ana não é melancólica, mas senti vontade de deixa la feliz, ela gargalhou com vontade e falou que eu era engraçada, fiz questão de apartar a dor com humor, porque todos nos merecemos uma dose de alegria.
Ana carrega milhões de duvidas sobre o que levou seu menino que segundo ela tinha olhos cor de mar a fazer o que fez, mas me afirmou com toda convicção que ele foi o menino mais amado do mundo, Ana, eu não tenho duvidas!!
Ana é sonhadora, está em busca de um novo amor, já que é separada do pai de seu filho. Falamos de paixão, de amores perdidos e recuperados, falamos mais e mais e a minha vontade era de ficar ali por mais 5 horas, só para descobrir como Deus faz alguns de nos com moldes especiais.
Ana, hoje você ganhou espaço nas minhas escritas, na minha memoria e no meu coração.
Ana, você modificou minha forma de ver a vida, peço a Deus a sua força para enfrentar as minhas dores que são pequenas perto das suas, peço mais, que Deus mantenha em você essa alma de menina dos olhos do Pai.
Ana, obrigada, através de você Deus gentilmente conversou comigo, como amigo que é.
Eu espero ter acolhido sua dor porque você acolheu sem perceber as minhas.
Te beijo como fiz na loja, na esperança de vê la novamente só para ter certeza que Deus as vezes se disfarça de gente como nos.
Beijos a todas as Anas da minha existência,
Arielli, ops, Ana.

Que texto lindo! Que história linda!
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