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Mostrando postagens de 2016

Última crônica

A última sempre precede ao nostálgico fim declaro em versos, em filmes, em telas!!! Esse fim é quem sabe até promissor. É declaradamente positivo . Eu decreto o fim das dores, das lágrimas derramadas, absolvo as dores duras das perdas pessoais  os enganos e desencantos, sejam eles de qualquer aspecto da vida...... Declaro fim as crises verbais, intelectuais e espirituais. Acorde!!!!! 2017 será regido por quem for e não me importo, será inocentemente puro amor, desejo daquilo que é maior e não palpável. Declaro aberta a nova era, seja ela de Aquário, Netuno ou Plutão, tenhamos nos consciência que o mundo é só um quintal de casa, nosso fundão da escola, nosso play particular. Declaro paz, amizades verdadeiras alegria e o resto, pode ser prosperidade, singularidade.... isso!! Não errei a palavra, ser singular é pertencer a si mesmo, ainda que com tamanha dificuldade. Diga adeus ao ano que passou com fé, entusiasmo e energia.... assim 2017 se apresentará melhor. Faça a mandinga que for...

Um bistrô e algumas reflexões

Hoje, sexta feira, sentada num simpático bistrô tipo parisiense, vem na memória Paris, uma das cidades mais linda que já conheci na vida e com as lembranças dos dias lá, faço um análise do ser humano, sempre rico em detalhes. Em Paris é comum sentar-se só em bistrôs e pedir cafés, vinhos e com eles infinitos cigarros giram os cinzeiros, sempre estratégicamentes sob as mesas.Aqui em São Paulo, tarefa difícil, as leis nem sempre compreendem a carência dos fumantes, logo me reservo a área indicada, entre o cigarro e o capuccino, feito razoavelmente bem pelo barista, eu elaboro ideias, observo a mesa ao lado, onde duas amigas bebem drinks esquisitos e até bonito esteticamente. Penso sobre amizade, vida, tédio e encerramento do ano de 2016. Não pude evitar ouvir as "amigas" da mesa vizinha transcorrerem sobre a vida, cada qual falava no prazer em beber as cinco da tarde, ambas ao que tudo indica estavam já desfrutando as férias merecidas, o fim do ciclo do trabalho de um ano, suas...

Deus não está morto.

Longe de ser resenha ou sinopse, acabo de assistir ao filme " Deus não está morto" tocante, fantasioso e real, mais uma vez a fragilidade humana nos aproxima do sagrado, dando assim espaço para o espírito viver com mais intensidade. O protagonista do filme, um jovem estudante de filosofia e seu embate intelectual em provar a existência de Deus ao seu duro e ateu professor, cenas superficiais porém fortes.  Ainda é necessário crer em algo, como se fossemos crianças em busca do colo paterno para nos acalentar das dores mundanas. Não há dúvidas de que me incluo nessa fila de carentes por pai ou algo divino, aliás no fundo tenho a impressão de que todos sem exceções somos, a diferença é que alguns admitem, outros negam suas fraquezas. Volto a reflexão sobre divindades e suas forças, volto meu olhar para céu, volto minha cabeça para as estrelas na doce e infantil ideia de ser ouvida por alguém ou alguma coisa. Não sei porque me sinto em paz, amparada e confiante. Ah.... querem min...

Vida fugaz

Acordo com a notícia da tragedia do time Chapecoense, mais de 76 atletas mortos num acidente aéreo, peça pregada pela vida, justo o avião que os levaria para mais um combate nos campos de futebol, talvez ali esperava-se uma vitória, gols, aplausos, fama, dinheiro e claro reconhecimento de um trabalho árduo de quase um ano para esse campeonato. Quantos sonhos, projeções, dias de planejamento, de treinos físicos incessantes, eram todos na sua maioria jovens entre seus 20 e 30 anos. Como compreender esses desígnios do destino? O jogo encerra sem começar, o placar não foi aceso o estádio continua vazio e o campo abandonado, aberto e verde talvez nos ensine o significado de fugaz  adjetivo de dois gênero:  que tem rapidez, rápido, ligeiro, veloz e que desaparece rapidamente, que dura muito pouco, efêmero e passageiro . Acontecimentos como esse, nos fazem refletir, repensar sobre nossos limites,porque ilimitado só nossa alma. A dimensão da dor da perda, do fracasso em partir antes d...

O som da Itália e meu

Porque hoje domingo, a inspiração vem da música do país do meu pai, ele que cantava belíssimamente bem. Me envolvo então na magia da recordação, no som e nas emoções paupaveis, densas, quentes e vibrantes, assim somos nós, os italianos. Na sequência a tradução que cala qualquer dúvida sobre o meu espírito enamorado. Senza fine Tu trascini la nostra vita Senza un attimo di respiro Per sognare Per potere ricordare Ciò che abbiamo già vissuto Senza fine, tu sei un attimo senza fine Non hai ieri Non hai domani Tutto è ormai nelle tue mani Mani grandi Mani senza fine Non m'importa della luna Non m'importa delle stelle Tu per me sei luna e stelle Tu per me sei sole e cielo Tu per me sei tutto quanto Tutto quanto io voglio avere Senza fine... Sem fim... Você arrasta nossa vida Sem um instante de respiro Para sonhar Para poder relembrar Aquilo que já vivemos Sem fim, você é um instante sem fim Não tem ontem Não tem amanhã Tudo está já em suas mãos Mãos grandes Mãos sem fim Não me impor...

Poesia de zelador, por Taty Brito

Sobre a pintura gasta dos antigos casarões do Centro de Santos, poesias escritas à mão por zelador  Textos ficam colados nas paredes das casas históricas e chamam a atenção de todos que passam pelo lugar  Os antigos casarões do Centro de Santos costumam ser um deleite para quem ama construções históricas nos mais variados estilos arquitetônicos. Envelhecidos com o tempo, alguns desses espaços conservados oferecem hoje serviços essenciais para o dia a dia dos moradores, como estacionamentos, restaurantes, entre outros.  A Rua do Comércio é uma das principais da região central e permite uma viagem no tempo por meio de seus imóveis. Em algumas paredes dos casarões estão expostos murais de versos que retratam o cotidiano dos moradores. Escritos à mão em folhas de sulfites, as frases estão coladas sobre a tinta gasta com o tempo. O autor das poesias é um zelador comercial de 50 anos que descobriu o talento com a escrita na juventude, mas só o revelou para o mundo há dez anos....

Bahia em São Paulo

Preconceito Rodolfo Pamplona Filho Sou baiano, Negro,  Pobre E Gay Sou cigano Feio, Baixo e Chinês Nordestino ou  Argentino Mendigo ou Indigente Idoso ou Menor Carente Deficiente ou Impotente Crente ou Ateu Árabe ou  Judeu Umbandista ou Adventista Testemunha ou Kardecista Migrante ou Imigrante Presidiário ou Proletário Refugiado ou Desabrigado Bêbado ou Drogado Alcóolatra ou Viciado Desempregado ou Condenado Sou muito mais que tudo isso... Se, não na carne, no espírito de solidariedade com aquele que sofre, chora e morre não pelo que faz ou fez, mas pelo sentimento incontrolável de quem não compreende... Nem faz qualquer esforço para isso... É preciso sentir na pele, por vezes, literalmente, para dimensionar a loucura de julgar o outro sem um dado objetivo que justifique esta postura. Não é fácil matar  um leão por dia e ser excluído pelo grau de melanina OU por quem você suspira OU pela sua conta bancária OU pela sua luta diária OU de onde vai ou vem OU de quem você...

Deselegante sinceridade

Lá vou eu tocar na ferida moral e aberta que todos nós temos, sem exceções, a tal sinceridade, quem a suporta? Esses dias tive um ataque de sinceridade e muito provavelmente fui odiada por isso. A sinceridade é deselegante, ultrajante, ameaçadora  e desconcertante. Engraçado que aprendemos que o importante é falar a verdade , custe o que custar, mas quem é capaz de pagar essa conta? A sinceridade custa caro!! Imagina só eu falando com sinceridade tudo o que acho dos meus vizinhos, amigos e familiares....? A sinceridade é pesada, claridade que dói os olhos, nos dói demais nos enxergar como somos, sem vendas ou óculos!! Ahhh os espelhos mórbidos da sinceridade!!!! Me responda quem quer ouvir mesmo que sinceramente falando, que está gordo, com cabelos brancos, ranzinza e desinteressante. Obrigada, eu passo.  Será mesmo que a sinceridade é elemento fundamental nas relações? Me conte elegantemente uma mentirinha gostosa de ouvir e me faça ganhar o dia, vou sorrir, aquele sorriso ...

Finitude e Finados

Escrever sobre finitude sempre me pareceu aterrorizante, hoje escrevo na varanda do apartamento com sol, barulho de carro, Tony Benett ao fundo num Dueto charmoso cantando Blue Velvet ( Veludo Azul)  com Maria Gadu.  As coisas tem mudado por aqui, nada mais me parece  cinza, escrevo sobre morte, finados e fim com certo glamour e beleza. Não acho esse feriado propriamente feliz, mas o vejo hoje com um significado mais romântico no mínimo, afinal o fim de qualquer coisa  que seja, é bonito. O encerramento nos propros um inconsciente e obrigatório  recomeço, seja lá do que for, não acham? Lembramos de quem já foi antes de nos, com saudades e alegria, certamente cumpriram suas missões com mais habilidade que nos. Infantilmente às vezes choramos a falta, ausência, por pura carência e melindres típicos da nossa vontade de sermos novamente crianças, nem que seja por um único instante. Crianças choram muito, assim como nós também, não esqueçam!! Quem partiu já não...

A certeza de sermos só

Em pleno domingo de sol aqui em São Paulo, me coloco respeitávelmente na sala para escrever sobre a solidão. Algum tempo atrás teria completo pânico  de escrever sobre isso, mas o tempo e a maturidade, me trazem calma e até um certo charme em dedilhar sobre o tema. Nascemos só!! O ventre emprestado da mãe, o cordão umbilical e o resto são propabilidades do destino, entendeu? Não? Explico. A solidão é o sentimento que mais pode nos conectar com o resto do mundo, é nele que encontramos quem somos, no silêncio de nós mesmos, encontramos vozes incríveis que nos direcionam, há quem diga que só os esquizofrênicos escutam vozes, rs..... talvez eles não sejam tão loucos assim. Já faz tempo que acredito que os muros das clínicas psiquiátricas só existem para nós provar que ainda não somos loucos, mesmo sendo, não estar lá é só um detalhe. Gosto de pensar na solidão como algo mágico, transformador e mutável, afinal transito bem entre a solidão e a multidão. O contrario de estar só, não é est...

Fala-me de amor

Me fale de amor, de amores verdadeiros, daqueles que lavam a louça e a alma. Fale-me suas verdades e incapacidades. Fala-me da sua vingança cruel e repentina, que tirou minha paz tão rapidamente. Fale-me da sua inconstância, da sua falta de maturidade. Fale-me das suas brincadeiras, nelas moram muitas verdades. Fale-me dos seus enganos, das suas ideias e aspirações. Fale-me das suas escolhas, todas elas estranhas e anormais. Mas, sobretudo,  fale-me mais sobre nós dois, repentinamente já esqueci. Passou algumas horas e minha memória se foi. O dia ficou cinza e eu sozinha mais uma vez. Faz parte do dia também anoitecer. Esperando a próxima música, o próximo par para uma nova dança.

Felicidade por Márcio Zanardo

Felicidade é um estado de espírito que acontece somente no presente, neste momento, aqui e agora. Poucas pessoas conseguem compreender, entender o que é felicidade, isso ocorre em função do conhecimento. O conhecimento  neste caso  é um vilão, porque você jamais vai entender o que é felicidade através do seu conhecimento. Nós aprendemos que felicidade é algo a ser conquistado e isso tem haver com coisas, senti mentos. Sim, há um pequeno flash de felicidade nisso, ou seja, nas coisas materiais e nos sentimentos, mas são  só flashs , posso arriscar dizer que são felicidades ilusórias. Para entender o que é felicidade você precisa ser inteligente, tem que enxergar. Quando digo que tem que ser inteligente, não estou dizendo que esta inteligência está ligada ao quanto  de conhecimento você possui . E sta inteligência é maior, é enxergar com seu Ser, ver além da  cortina, estar presente, perceber  o que é a felicidade. Quando uma pessoa diz “Eu sou feliz” ela est...

A natureza de todo ser.

Hoje escrevo sobre a natureza do ser. Tema complexo, extenso e profundo, ao menos para mim, que sigo tentando analisar as minha própria natureza, sem grande êxito. Cada qual tem a sua, não acham? Natureza é natureza, ou seja sempre revela nossa real verdade, sem máscaras ou disfarces. Falar das possibilidades alheias é sempre um desafio, afinal de contas somos cheios e ao mesmo tempo vazios. Somos exatos e também incertos. Constantes e errantes, múltiplos e divisíveis. Alegres e tristes, competentes e descrentes. Mornos e frios, leves e pesados. Leais e infieis. Verdadeiros e falsos. Há quem não concorde.  Aceito e-mail dos inconformados de plantão. E para esses, lanço uma pergunta. Qual é sua natureza? Arielli @ariellimargiotta

Conselho do amigo Fernando

Arielli, Sobre afinidades.... A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. E o mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido. Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Se cuida minha eterna amiga, Fernando.

Existência e morte

Hoje escrevo com um olhar dividido entre a existência e a morte de todo aquele que vive. A natureza rica de existir, as realizações contidas na fração vida, coisas que cabem em si e outras tantas que deixamos de contar por absoluta falta de tempo em realizá-las. Sigo aprendendo sobre o ciclo sagrado de existir, sabendo que talvez amanhã não exista mais, meu fluxo de vida é intenso, movimentado, fluido e dinâmico, há quem diga que as oscilações emocionais podem matar, prefiro então a condenação da morte súbita a uma vida sem contrastes. A tela da vida deve ter todos os tons, paisagens e por que não miragens? Escrevo versos soltos e poemas de amor em guardanapos e em portas de banheiros,sim!! portas de banheiros, porque ainda existe uma adolescente morando aqui dentro e o pior ou melhor de tudo, ela é danada de boa na escrita! As vezes até faz rimas. Entre uma e outra linha, a existência encontra um corpo dançando em qualquer som sob qualquer lua e exatamente nessa hora que penso que vid...

Sem-vergonhismo literário.

Sobre as rodas de discussões literárias que tenho participado, chego à conclusão que uma vida de leitura e dedicação será pouco para a imensidão de palavras que jorram da minha mente e correm meus dedos, buscando no teclando do computador seu melhor encaixe. Quem ama escrever crônicas sabe exatamente, o que é essa sensação é quem ama escrever de si mesmo, obviamente sabe mais ainda.  Aquele que escreve, liberta a alma da lama de ser linear, constante e morno, quem melhor lê, tem consigo a capacidade de transpor rios, mares e afluentes. Não se nasce escritor, roterista ou cronista, desnuda -se, sem pudores, sem medos ou receios, revela-se. Infelizmente o Brasil está longe de ser um país onde as pessoas leem no ponto de ônibus ou esperando metro. Complexo explicar essa cultura onde quem lê é a burguesia de direita, mesmo porque isso um dia foi real. Sigo apostando na máxima de Francis Bacon " conhecimento é poder", sigo na inocência infantil de apostar num país mais justo, dign...

Dezesseis completos e quase dezenove

Pouco ou quase nunca escrevo dos meus filhos, eles são discretos, tímidos como qualquer adolescente, aliás que fase! Poderíamos todos, nascer e pular da infância para a maduridade? Que maravilha seria..... Fixo meu olhar nele, o caçula já com dezesseis anos, completados mês passado. Ele fala com propriedade de qualquer assunto, é gentil, educado, rápido nas ideias e tem um jeito debochado mais delicioso que eu já vi na vida. Ele sabe sorrir e me hipnotizar quando solta uma gargalhada.  Sobre o número dezenove, sim!!! Meu filho mais velho fará 19 anos, agora dia 5 de setembro, será que estou velha? Ele é desafiador, eu amo um desafio!!  Sobre ele um universo se abre, ele busca    as verdades dele, sempre verdades absolutas, nessa idade também tinha as minhas, eu era insuportável.  Ele gesticula com a mesma rigidez que leva a vida, mas é incrível a sensibilidade que existe naquele rapaz barbudo que ontem dividiu a mesa de jantar comigo. Ele tem no olhar um charme ...

Pedaços de Deus.

Não poderia esperar domingo para escrever de você, seu dia é todo dia Pai!! Tenho dias engraçados pensando nas nossas piadas, a risada vem na hora, não faço qualquer esforço. Você está no ranking de pessoas que eu conheci que mais sabe apelidar e dar nomes a coisas e pessoas. Ahh pai, hoje mesmo veio aqui na minha cabeça aquela sensação estranha de que você estava aqui, vivo e saindo para trabalhar. E quem pode dizer que não estava? Cheguei a ouvir sua voz, a sentir seu perfume, confesso feito menina de 5 anos que minha vontade era correr para ver onde é mesmo o lugar que você se esconde. A consciência me lembra dos meus 36 anos e seis deles sem você, fisicamente claro...porque não há definições ou espaços para quem se ama de verdade. Pai, eu tento enxergar um pouco de você em cada pessoa bacana que conheço, e não é que tem dado certo!? Faço isso com músicas, lugares e comidas! Tenho a impressão de estarmos compartilhando tudo, como sempre foi. Hoje escrevo essa crônica n...

Remanso

Escrevendo hoje, em plena segunda sobre a essência da palavra remanso. Considerando minha vida um mar de inquietações, acho que estou vivendo um remanso, exatamente esse substantivo  masculino: considerando ser água de mar ou rio, recorte de curvo ou pequena enseada tranquila, cessação de movimentos, período de quietação, descanso, sossego. Assim me julgo, sem tanta pressa, entendendo que o tempo é nosso aliado e não inimigo, fazendo as pazes com passado e ficando íntima com o presente, logo eu que sempre vivi no futuro, hoje respeito sua chegada, sem maiores sofrimentos. Sobre ansiedade? Eu ainda a tenho comigo, como tatuagem grudada ao corpo. Com o tempo nos acustumamos a ela, e pasme, ela tem seu charme, às vezes paro para admira-la. Aqui toca Djavan, música "Vive", a canção parece vir ao encontro a qualquer conselho que precisava ouvir hoje. Ahhh sábio Djavan!! Vivo encantadíssima pelas suas canções. Poucos conhecem as sutilezas da alma como você, parabéns dócil cantor. L...

A melhor vida, que não acabe nunca!

 Hoje, domingo dia 10 de julho, eu escrevo sob um banco qualquer do parque Burle Marx, com sol, quase duas da tarde. O parque é a praia dos paulistanos, eu sigo me adaptando. Confesso ter um encantamento misterioso sobre esse lugar, por esse motivo, a inspiração em escrever. Aqui a vida parece melhor, mais colorida, com menos barulho, com mais contemplação. Tenho a vaga ideia que as vezes Deus se esconde aqui, e só quem tem muita sensibilidade e inocência consegue acha -lo e pode até toca -lo. Um filme com trilha sonora e tudo passa pela minha cabeça, descobro amar filmes, mesmo atualmente não tento saco nem tempo para eles. Em menos de 20 minutos, descubro que sou adulta, sozinha e completamente autônoma. Sinto medo e muita alegria. Comecei a gargalhar sozinha e uma senhora que dividia o banco comigo, se assustou, levantou e foi embora. Adorei o banco ficou só para mim, vejo que entre meus defeitos, tenho uma leve dose de egoísmo latente. Continuo olhando pra frente. E muita vida,...

Nessario Despertencimento de si

Não ha nada pior que sentir - se não pertencedora de si. Chega a ser assustador, porem libertador. Na voz que não reconhece mais ser sua, na palavra que antes era habitual e agora soa estranha. A roupa que antes parecia combinar tão bem, hoje não cabe mais. As cores vão ficando menos vivas e talvez até desbodadas.  A leve sensação de não ser mais como antes, a esquisita transformação necessária, sempre necessária e ha quem não mude, por medo, impaciência, acomodação ou com a desculpa da idade não ser a mais adequada. A Santa mudança necessária,aquela que tira de nos o chão, mas nos devolve um pedaço do céu e nos faz ficar mais próximos dos astros, da Lua e do Sol. Olhar para o espelho e ver-se outra ou  outro, uma nova versão atualizada, revisada ou não, tradicional ou não, careta ou não, revolucionaria ou não, mais bonita ou não. Sofrer a ação do tempo e da mudança, coisa de gente grande, e ontem mesmo aprendi que é necessário sentir dor, onde há dor não há doença, ao me...

Depois que amanhecer..

Eu escrevo assim sem qualquer ideia maior de comover ou abismar. Escrevo por que em mim não cabe todas as ideias do mundo e porque é terapêutico segundo os especialistas no assunto. Hoje é segunda-feira, faz frio em São Paulo e acho que na maior parte do Brasil, esse ano o inverno esta bastante diferente, papo clássico de quem pega elevador com estranhos, mas o fato é que o clima influencia quem somos e quem poderemos ser. O frio aproxima, encolhe, aperta,  já reparou que interessante o poder do inverno nas relações. Quase sempre queremos um abraço, um carinho, a relação frio e carência é notável, tanto para pessoas, como para comidas e bebidas. Talvez porque seja junho  marcado pelo o mês dos namorados, tudo fica com cara de meiguice, rosa choque ou coração, meio blasé, cafona como só o amor é. Eu me pego pensando, olhando para o nada e contemplando o ócio onde as ideias nascem e ganham corpo, e que corpo... Quase nunca o meu. Tenho a sensação de que preci...

Autopsicografia

Tem sábados, assim como esse, hoje, que a sala de casa fica invadida de poesia, luz natural, cinzeiros e Fernando Pessoa. "O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor  A dor que deveras sente. E os que leem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão  Esse comboio de corda Que se chama coração"

O problema da Interiorização.

Hoje, talvez porque  os Deuses sempre me ouvem, um anjo já amigo, dessa ou de tantas outras vidas, enviou esse presente de texto!! Toda malemolecia e sabedoria  nas palavras de Fernando Valle. Obrigada por abrir a caixa, volte sempre, aqui tambem pode ser sua casa, morada de ideias, quintal de ilusões.  Meu beijo, Arielli.  O problema da Interiorização. Estava lendo o excepcional texto da Helga nesse blog e pensei “cá com meus botões”....Pegando o gancho da necessidade por si só da escritora, chega a ser engraçado de como a vida se apresenta de várias formas para todo mundo... É inevitável passar e sofrer processos de mudanças interiores e exteriores... vai da sua capacidade de assimilação e absorção dos fatos! Durante minha fase de reclusão, passei a perceber certos “ modus operandi ” da Sociedade atual... É claro e óbvio que a nosso senso perceptivo torna-se, em momentos de individualidade, mais aguçado.... A soma de todas as percepçõ...

Amigos.

Sobre magia, aromas e palavras. Faz tempo que prometi escrever sobre meus amigos. Não tenho muitos, mas sem duvidas os melhores. Daqueles a quem posso ligar a qualquer hora da madrugada, ate aqueles, com quem posso dividir sem culpa comida, doces, bebidas e pecados. Gosto do encantamento maroto que alguns me conferem. Gosto da seriedade e do papo reto de tantos outros. Ahh tenho em grande parte amigos sonhadores, como eles são gostosos, a conversa com um sonhador não acaba nunca, experimente qualquer hora. Mas só vale de verdade, com gente fora da casinha,vai por mim, disso eu entendo, eles são os melhores, volto sempre cheia de idéias depois de encontros com eles. Tenho amigos de infância, da pré- escola, amigos da escola, da faculdade, da época de casada, da epoca que namorava, da Igreja ou qualquer seita ou religião, amigos da TV, amigos artistas, amigos da politica  e claro, os "virtuais", como esquece-los. A lista parece não ter fim, sempre circular, no infinito girar de...

Onde está o amor

Hoje a caixa é dela, Helga Monteiro, amiga, mãe,  irmã, filha, tia, artista plástica, represente comercial e sonhadora. Tem algum tempo uma pergunta me ronda: onde está o amor? Em debates sem fim, regados ou não de alguma bebida, esse assunto desce sempre a seco. Aonde está o amor, é um questionamento ensurdecedor de pessoas solteiras, que buscam encontrar o tão sonhado amor da vida. O que é o amor da vida? Temos mesmo que ter um? Porque padrões impostos pela sociedade precisam ser mantidos? Questões infinitas, tema delicado, entrelinhas mais presente que tudo, armaduras vestidas, armas em punho. Percebo uma exacerbada vontade de controle, e junto com esse suposto controle, a falta dele. Pessoas cada vez mais arredias, mais descompromissadas, conversas não tão articuláveis, aparência cada vez mais valorizada. Em contrapartida, pessoas em busca do amor perfeito, par perfeito, encontro perfeito. Percebo um momento de desconexão enlouquente  de pessoas atrás de conexões perfeitas...

Você namoraria alguém com filhos?

 Porque o coração também escreve, aliás a gramática dele é bem complexa. Hoje a caixa foi aberta por ela Natalia Pantaleão. Uma deusa!! Linda, doce e cheia de talento. Delicia ter você aqui. Namorar nos dias de hoje já é complicado, normalmente não se tem mais o tal do amor se tem troca de interesse e um certo "prazer" em estar na companhia do outro mas amor aquele que mesmo vendo que o outro tem seus defeitos (o que é perfeitamente normal ) aceita pois as qualidades são maiores, esse namoro está bem raro de se encontrar .... e se nesse meio tempo você ainda tivesse que enfrentar uma sociedade preconceituosa ( enrustida ) ao namorar uma mulher com filho, você aguentaria seus amigos tirando onda com a sua cara ? Os olhares tortos por onde passa e perguntam se é seu filho(a) ? E até mesmo a sua família dizendo "você merecia alguém melhor"?  Se você aguentaria meu caro , você merece meus aplausos por ser cerca de 10% da população .  Podem achar que é bobagem mas o prec...

Procura -se um amor como o de Deus.

Aos românticos,religiosos e esperançosos,  A generalidade que florece em mim após alguns diálogos com uma amiga, me fez escrever essa crônica. Não adianta me perguntarem o nome da amiga, manterei em sigilo ( adoro essa palavra). Eu e a tal amiga, uma taça de vinho, ela começa contando do dia, colocamos a vida quase em dia, há dias não nos víamos. Eu começo a contar da minha semana em tom comédia pastelão, ela ri e entra na loucura. Só sendo louca para sobreviver a este mundo. Juntas mexemos em algumas redes sociais  e nos deparamos com algumas coisas, improváveis como traições de casais conhecidos dela, não meus. Chocada ela me conta a história , triste,  porque ela os achava " um casal acima de qualquer suspeita". Essa minha amiga é insuportávelmente correta. Eu argumentei sobre as fragilidades humanas e ela não aceitou. Somos muito diferentes em algumas questões. Então a pergunta que sempre fazemos, uma para a outra no final de qualquer diálogo. Amiga, onde está o amor?...

A dança imortal.

Hoje a mulher mais bonita que eu conheci, descolou sua alma do corpo já cansado dos dias aqui na Terra. Achei  justo e já em tempo. Quem sou eu para impedir sua partida? Ela que tem nome  de deusa , Diva, agora, encontra espaço na imortalidade do seu infinito ser. Minha Vó Diva, minha mãe, a bisa dos meus meninos, minha referencia de beleza. Minha Divina..... Com você aprendi que a vaidade é necessária, o cabelo deve estar sempre impecável, a pele do corpo e do rosto devem ter prioridades, mulher deve usar brincos e batom. Você me ensinou tudo que eu conheço como salutar, justo e importante.Com você aprendi sobre religiões, você frequentou quase todas. Hoje me lembro com vontade de rir.... Vó você era engraçada!!  Que mulher de fé. Tenho a quem puxar!! Eu pequena, era guiada por você e sabe Vó, não tinha medo, porque estava amparada pela suas mãos. Quanta proteção você me deu!! Quanto colo, beijos e afagos. Ahh, como  eu gostava!! Você não tem idéia...isso me faz uma...

Pouca verdade

A vida adulta nos confere muitas responsabilidades, não é mesmo? Eu tenho sofrido a crise dos 40 antecipadamente e posso confessar, se eu sair dessa, saiu até de um Tsumani ou  ataque terrorista dançando Macarena. Como é insuportável amadurecer. Você tem que saber o que quer da porra da vida, as pessoas cobram de você,  emprego fixo, escolaridade superior, namorado, marido e filhos, a última  conclui com sucesso. Fui mãe jovem, aliás, menina, tinha só 17 anos, na segunda gestação 22. Uma completa insana, mas hoje consciente, porque de verdade sem meus filhos, acho que não estaria aqui. Certamente estaria em uma aldeia nudista no nordeste ou Vale Paraíso,dançando com cristais energéticos ou qualquer uma dessas vibes alternativas. A pior fase dos 36 anos, é que você não é moça, nem adolescente, nem senhora. Que caralho uma mulher de 36 anos é? Mulher e só!! A sociedade nos pede tantas coisas e uma coisa é certa, somos um misto de tudo, às vezes sou uma menina de 9 anos assu...

Metamorfose Amorosa e Gastronomia

As vezes me pego pensando no fiasco das  minhas últimas relações amorosos. E a pergunta mais vigente, insistente, insuportávelmente feita é sempre a mesma. Existe afinal vida após AMOR? Para os de coração quebrado, vai a resposta - Existe!! Evidente, sejamos otimistas, já que o Brasil está em crise. A vida é cíclica, circular, orgânica e claro, sempre, sem lógica. Qual seria a graça em tudo ser como planejamos. O consolo é que a vida também é fluída, ou seja tem o poder milagroso de desmanchar-se e recompor. Recompor, voltar a ter cor, novos sons, novas cores, pessoas e sabores. Vamos combinar que Raul Seixas tinha razão em querer ser uma metamorfose ambulante. Doce todo dia e a toda hora enjoa. Viva a acidez dos dilemas, as amarguras das tristezas (temporárias) e o frescor da fruta chamada alegria, essa você pode saborear com gosto e prazer. Uma taça de vinho, garçom por favor! Ahh tem molho de pimenta da casa? Se tiver, pode trazer. Cardápio quase completo para uma receita de vid...

Porque adoecemos?

Antes de tentar responder a pergunta “Porque Adoecemos”, resolvi fazer uma brincadeira. Fiz a meus filhos, a mesma pergunta, todos responderam e ainda chamaram amigos para palpitar, jovens entre 18 e 25 anos de áreas diversas e todos participaram. O surpreendente não foram as respostas, as respostas pareciam atender a algo próprio de suas historias, a suas concepções individuais de saúde e ou doença. A simples resposta do que é uma doença e do porque adoecemos já trazia de uma forma rudimentar e talvez precária, uma biografia, uma historia que fazia o conceito de doença e saúde estar muito mais relacionado com o que cada um vivencia como tal, do que um conceito pragmático que poderia estar escrito em algum bom livro. Logo, tenho um problema. De forma pragmática, saúde é o conjunto resultante de um bem estar físico mental e social, logo, estaria doente quem não preenchesse qualquer um destes quesitos. A doença surgiria, por fatores ambientais, sociais, psíquicos que rompessem uma percep...

A arte de ser suave.

Eu pensando em algum tema para essa semana. Então, subitamente lembrei da forma como eu tenho encarado a vida. Foi fácil surgir na mente a palavra suavidade. A Dona Arielli, tem exercido muito a suavidade, do latim tener, agradável e até algumas traduções se referem a " tranquilo". Hoje foi a vez de testar toda suavidade após ser fechada por um senhor de idade avançada e provavelmente com considerável ausência de saúde ocular. Quase batemos de frente o que seria trágico e ainda teríamos colisão com vítimas, porque nessas horas sempre tem um ciclista, Santos é assim, as pessoas amam bicicletas, mas não sabem ao certo onde devem circular com as mesmas. O calor de 33 graus com sensação de 50 C não me abalou. Meti o pé no freio de forma brutal, o ciclista agradeceu. O senhor de avançada idade nem percebeu a gravidade do ocorrido. Ah, claro!! Ele tem exercido ha muito mais tempo  do que eu, a arte doce da suavidade. Eu ri, de nervoso, óbvio. Porque poderia ser pior, ele sorriu ach...

Chá, cozinha e ideias.

Depois de ir a um chá de cozinha de uma amiga de infância, voltei reflexiva. Vários eram os motivos para tal: a reunião das luluzetes foi no antigo prédio onde passei minha infância. Pura nostalgia. O cheiro do prédio, as cores, as lembranças me invadiram tanto, a ponto de me levar as lágrimas. Olha que chorar por recordar lembranças de infância é raro ultimamente. Tenho chorado por outros motivos, como a diferença social no Brasil e nossa política,  cada vez mais bosta. Segue o jogo, ou melhor a festinha. Danças, risadas, piadas, vinhos e muitos diálogos sobre casamentos, relacionamentos, filhos, afinal os chá de cozinha servem para isso. Por um momento fui abduzida, levada longe, talvez para a Ilha de Lost. Não sei mais conversar sobre esses temas, mas adoro dar palpites, conselhos e quase palestras sobre a arte de sobreviver a matrimônios. De repente volta a velha pergunta filosófica - " o que é felicidade?". Por sorte deu a hora de ir embora, minha carona me chama apressa...